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As tentações segundo o Papa Francisco

Sugestão de oração: a cada tentação, parar, examinar-se, se estou bem, agradeço; se mal, peço correção! Rezo um Pai Nosso.

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Segundo o Santo Padre devemos ter lucidez evangélica para conseguirmos ultrapassar as tentações. Ao longo destes 5 meses de pontificado o Papa foi apresentando-as e chamando a atenção para os perigos:

– reduzir a fé a uma dimensão socializante – são os cristãos que interpretam o Evangelho segundo as ideologias mais variadas que vão do liberalismo ao marxismo;

– reduzir o encontro com Jesus a uma dinâmica de auto-conhecimento. A fé abandona a sua dimensão espiritual à procura de simples bem-estar psicológico. São os cristãos sem a Cruz de Cristo;

– a tentação gnostica – com uma proposta de espiritualidade superior, desencarnada de católicos iluminados com uma Igreja à sua medida. Cristãos que seguem as modas do tempo.

– a tentação pelagiana – de todos aqueles que procuram uma solução só disciplinar, a restauração de condutas e formas superadas com tendências exageradas para a segurança doutrinal. Cristão que procuram restaurar o passado perdido. “Mas – diz o Papa Francisco – o Evangelho incomoda-nos porque nos obriga a caminhar e a ir para a frente. Há quem queira andar para trás. A isto chama-se ser teimosos.”

– o funcionalismo paralisante – a concepção funcionalista não tolera o mistério e prefere a eficácia. Reduz a Igreja a uma estrutura de ONG. O que conta são o resultado, os números, as estatísticas.

– o clericalismo – segundo o Santo Padre trata-se de uma tentação de cumplicidade pecadora: o pároco clericaliza e o leigo pede-lhe para ser clericalizado. É um fenómeno que impede o crescimento da responsabilidade laical. É uma Igreja que cai no imobilismo. O Papa Francisco fala de uma Igreja Babysitter que não faz crescer, não acorda, mas assiste a criança apenas para a fazer adormecer. Ao contrário, diz o Papa, a Igreja é mãe e gera filhos para que sejam protagonistas, crentes com a coragem e a paixão de anunciar o Evangelho em todo o mundo.

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