Entrevista do Papa à revista “Paris Match”
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Adoração ao Santíssimo Sacramento!
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18 de outubro: canonizados Vicente, Maria Cristina e os pais de Santa Teresinha!

Missa de Canonização de Vicente, Marai Cristina, Zélia e Luís

Palavras do Papa

Nós todos, enquanto batizados – prosseguiu o Papa – participamos no sacerdócio de Cristo: “os fieis leigos no sacerdócio comum, os sacerdotes no sacerdócio ministerial”, de forma que todos “podemos receber a caridade que brota de seu coração aberto”, tornando-nos “canais do seu amor, da sua compaixão, especialmente para aqueles que vivem no sofrimento, na angústia, no desânimo e na solidão”.

O Santo Padre, então, recorda que os novos Santos “serviram constantemente, com humildade e caridade extraordinárias, imitando assim o Mestre divino”, citando São Vicente Grossi, “pároco zeloso, sempre atento às necessidades do seu povo, especialmente à fragilidade dos jovens” e tornando-se “um bom samaritano para os mais necessitados”.

Também Santa Maria da Imaculada Conceição, que “serviu pessoalmente, com grande humildade, os últimos, com uma atenção especial aos filhos dos pobres e aos doentes”, e por fim, os Pais de Santa Teresa de Lisieux:

“Os Santos esposos Luís Martin e Maria Zélia Guérin viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus”.

Que “o testemunho luminoso destes novos Santos – concluiu o Papa – impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos” e que “eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão”. (JE)

Ver <http://www.news.va/pt> 18 de outubro de 2015

VicenteGrossiSão

São Vicente Grossi (1845-1917), sacerdote da diocese italiana de Cremona, nasceu em família trabalhadora. Ordenado em 1182, serviu em várias paróquias, sendo afinal nomeado para a de Vicobellignano, fortaleza do protestantismo, onde permaneceu até a morte, por 34 anos. Trabalhou intensamente em favor das crianças jovens, aleijados, pobres. Suas pregações nasciam de sua oração pessoal, como todos notavam. Quando ia de um lugar para outro, levava apenas o breviário e um relógio. Fundou as Filhas do Oratório, com espiritualidade inspirada em São Filipe de Neri, fundador do Oratório. Pouco antes de morrer, recomendou-lhes: “Procurem nunca se queixar, mas se empenhem em alegra-se, quando as coisas as contrariarem”.

 Ver <http://www.zenit.org/es/articles/beato-vicente-grossi>

Maria-Cristina-da-Imaculada-Conceição

Santa Maria Cristina da Imaculada Conceição

Santa Maria da Imaculada Conceição (1856-1906) nasceu de família de classe média. Chamava-se Adelaide Brando. Muito cedo, com doze anos, diante da imagem do Menino Jesus, ajoelhada em dia de Natal, fez voto de castidade perpétua. Tentou ser clarissa, mas doença a fez voltar para a casa dos pais. O mesmo aconteceu, quando ingressou nas sacramentinas. Finalmente, em 1872, fundou a congregação das “Vítimas Expiadoras de Jesus Sacramentado”, aprovadas pela Santa Sé em 1872, e que tiveram rápida expansão, apesar da falta de meios e da saúde sempre frágil da fundadora. Assim é descrita o objetivo da nova congregação:

“A finalidade principal desta obra é a reparação dos ultrajes que recebe o S. Coração de Jesus no Santíssimo Sacramento, especialmente as irreverências e desprezo, as comunhões sacrílegas, os sacramentos recebidos sem preparação, as santas missas pessimamente escutadas e o que mais amargamente traspassa este coração santíssimo é que muitos dos seus ministros e muitas pessoas a Ele consagradas se reúnem a esses desconhecidos e mais ainda ferem o seu coração (…) às Perpétuas Adoradoras, o divino Coração de Jesus quis confiar o caro e sublime encargo de Vítimas de perpétua adoração e reparação ao Seu Divino Coração horrivelmente ofendido e ultrajado no Santíssimo Sacramento do amor (…) Às Perpétuas Adoradoras de vida mista (…) o Sagrado Coração de Jesus confia o caro encargo de Vítimas da Caridade e da reparação; da caridade porque nos vem confiado o cuidado das meninas”.

Ver  <www.santiebeati>; < www.paulinas.org.br>

pais-de-Sta-Teresinha

Três Santos: Zélia, Teresinha e Luís

Os Santos esposos Luís  Martin 1823-1894)  e Zélia Guérin (1831-1877), ele relojeoieiro, ela rendeira, e, depois proprietária de uma oficina da famosa renda “ponto de Alençon”, se conheceram na Ponte de Alençon (1850), e foi um amor à primeira vista. São o segundo casal que recebeu as honras dos autores nos tempos mais recentes. Em 2001, São João Paulo II beatificou Luís e Maria Quattrochi. Luís e Zélia tiveram 9 filhos, sendo que somente sobreviveram 5 filhas. Quatro vieram a ser carmelitas, e a mais nova, é nossa conhecida e querida Santa Teresinha. Outra filha ingressou na Ordem da Visitação, Chamava-se Leôncia. O casal era de Missa diária, participava das atividades paroquiais e era atento a socorrer os necessitados, fiel ao trabalho e à gentil formação das filhas. Zélia foi vítima de câncer do seio, sofrendo dois anos antes de falecer, com 47 anos. Luís quis se mudar de Alençon para LIsieux, onde residia o irmão de Zélia e sua esposa, que ajudaram muito na educação das meninas. Teresinha tinha apenas 4 anos e meio. No final da vida, Luís perdeu a memória e ficou, depois, inválido. Morreu com 54 anos. Santa Teresinha nos forneceu muitos elementos para amarmos e admirarmos o santo casal.

Ver  <http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/2008/ns_lit_doc_20081019_martin-guerin_po.html>