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137 Por que costumamos terminar o “Credo” e muitas orações, inclusive as orações eucarísticas (“anáforas”) da Santa Missa, com a palavra “Amém!”? O que quer dizer “Amém”?

O “Credo” e o último Livro da Sagrada Escritura, o Apocalipse, terminam com o “AMÉM!”. Também a Igreja conclui suas orações com o “AMÉM!”. Em hebraico, a língua da maior parte dos livros do Antigo Testamento, “Amém” é da mesma raiz da palavra que significa “crer”. Esta raiz exprime as idéias de solidez, confiabilidade, credibilidade, fidelidade. Assim “AMÉM!” pode ser dito tanto da nossa fé e confiança em Deus, quanto de sua fidelidade para conosco. Por isto lemos em Isaías (65,16) que nosso Deus é “Deus da verdade”, ao pé da letra, “o Deus – Amém”. Nas traduções dos Evangelhos, quando lemos que Jesus disse “Em verdade” ou “Em verdade, em verdade, eu vos digo”, ele estava dizendo “Amém” ou “Amém, amém, eu vos digo”. Isto sublinha a credibilidade do que ele nos está ensinando.

O “AMÉM!” final do Credo retoma e confirma a palavra de abertura sesta bela oração: a profissão ou confissão de nossa fé católica: “Creio!”. “Crer” é dizer “Amém!” às palavras, promessas e mandamentos de Deus, é confiar-se inteiramente naquele que é “o Amém” de infinito amor e fidelidade perfeita, Jesus Cristo: Assim fala o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus (Ap 3,14). É por ele que dizemos “Amém!” a Deus para a glória do Pai (2Cor 1,20). Na Santa Missa o Sacerdote convida o povo fiel a acolher a verdade do mistério da Eucaristia dizendo:

Por Cristo, com Cristo, em Cristo,
a vós, Deus Pai Todo-Poderoso,
na unidade do Espírito Santo,
toda a honra e toda a glória,
agora e para sempre!

Toda a assembléia, dando testemunho de fé, responde:

AMÉM!