O Papa simplifica os processos de nulidade! Uma história dos jesuítas!
setembro 30, 2015
Comunhão: Quantas vezes? Preparação da 1a Comunhão!
outubro 1, 2015

Suma contra os Gentios: obra prima de Santo Tomás!

Tomás de Aquino, “Suma contra os gentios – I”, Loyola / SP 2015, 23×16, 265 pp.

Talvez a maior obra de Santo Tomás, agora começa a ser posta à disposição do público de filósofos e teólogos, em edição bilíngue. A tradução deste 1º volume se deve ao Professor Joaquim F. Pereira. Os dois volumes seguinte, o 2º e o 3º, ficaram a cargo do Professor Maurílio José de Oliveira Camello, e o 4º, novamente, do Professor Pereira. Nesta obra, cujas origens são discutidas da Introdução Geral, assinada pelo Professor Camello, Tomás mostrou que a verdade é uma só, e pode ser atingida com os recursos do filósofo e do teólogo. Não existe uma verdade “filosófica” e outra “teológica”. Assim, ele vai conduzindo sua apresentação – que não se destina como a Suma Teológica, para estudantes, mas que entra em diálogo com os questionamentos conhecidos por ele, para esclarecer a verdade, conhecida racionalmente e iluminada pela certeza da fé cristã: “O propósito de nossa intenção é manifesta, na medida do que nos é possível, a verdade que professa a fé católica, rejeitando os erros contrários. Utilizo-me das palavras de Santo Hilário: ‘O ofício principal de minha vida (…) é que minha língua e todos os meus sentidos falem dEle'” (ver nota 28, p. 15). Este primeiro volume contém, nos primeiros nove capítulos, o que alguns chamam de “discurso sobre o método”, isto é: “o ofício do sábio, a intenção da obra, modo de manifestação da verdade, , as verdade investigáveis pela razão e as inacessíveis, apenas propostas pela fé, mas que não é leviano nelas crer, como não é contrária a verdade da fé cristã a verdade da razão natural, e como a razão procede em relação à verdade da fé, por fim, sobre a ordem e o método seguidos na obra” (ver p. 15). Seguem-se os tratados da existência de Deus (cc. 10 a 13); da Sua essência (cc. 14 a 27); das Suas perfeições (cc. 28 a 102). Obra que mantém seu valor de reflexão e instigação, necessária na mão dos estudiosos de filosofia e teologia e nas bibliotecas dignas deste nome.