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Sansão derruba o templo do ídolo Dagon

O juiz Sansão (Jz 13-16)

Há muitos heróis fabulosos, que, talvez, tenham sido criação dos poetas e dos contadores de estórias. Sansão terá existido e falado ao coração dos seus patrícios da tribo de Dã, uma das menos conhecidas clãs dos hebreus. Em tempos difíceis este gigante, de vasta cabeleira, dado a vinho, mulheres e violências, tornou-se um mito na imaginação do seu povo, pelo trabalho que deu aos opressores filisteus. Na verdade, até parece que várias narrativas folclóricas, “causos” foram convocados para fazer brilhar sua fama. Quem colocou este colorido mosaico no texto de Juízes 15 e 16, deu a este herói popular o título de juiz (“Ele julgara Israel durante 20 anos” – Jz 16,31) e também não esqueceu um relato de nascimento miraculoso (ver Jz 13,1-24). Nos outros relatos há poucas referências religiosas.

O texto sobre o nascimento ( ver Jz 13) é um dos vários em que uma mulher estéril tem um filho pela graça de Deus. Este é um grande tema, que vai repercutir nos relatos do Evangelho de São Lucas sobre a natividade: todos lembramos como Isabel, a mãe de João Batista, era estéril. Na história humana, o que parece fraco e sem futuro, estéril, tem se mostrado fecundo e robusto na sucessão dos acontecimentos, assim como a Fé na Ressurreição do Crucificado, enquanto o que parece forte e dono do mundo tem desabado.

Sabemos que Sansão se apaixonou por Dalila, uma filisteia, do povo que oprimia os seus irmãos danitas. Seduzido, vencido e cegado, ele se volta para o Senhor Deus (ver Jz 16,28) e morre mais uma vez derrotando os inimigos. Suas histórias ou lendas ilustram bem o relacionamento entre hebreus e filisteus nas fronteiras, às vezes em boa paz, outros em furiosas lutas. O fundo histórico é verdadeiro, os exageros não o desmerecem. O Autor da Carta aos Hebreus (11,32) vê em Sansão um dos herois da Fé.