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31 DIAS NO AMOR DE DEUS – 22o DIA _ O AMOR DE JESUS NOS INCORPORA

22º DIA

O Amor de Jesus nos inclui, incorpora, faz Unidade

 

A mãe e o pai apertam no colo a criancinha, e beijam. Os colegas convidam para brincar ou jogar o novato, a novata. Os vizinhos acodem o vizinho doente. Os melhores políticos promovem políticas de inclusão social, e os hipócritas se sentem forçados a fazer alguma coisa parecida. Incluir, unir, incorporar não deixam sozinhas as pessoas. E a solidão é matadeira!

Deus não é solidão! Ele é Um Só porque é Comunhão perfeitíssima, Vida de puro Amor: Trindade e Unidade. Jesus é Um da Trindade feito carne, e Ele nos quer na mais verdadeira unidade com Ele e com o Pai, na Força irresistível do Santo Espírito (ver Jo 17,11 e 21). Assim Ele nos vai achegando a Ele, nos fazendo Um com Ele. Sua Igreja não é um tipo de clube sagrado, mas somos nós incorporados a Ele, feitos um Corpo com Ele, por Ele e n’Ele: “Ele (o Pai) pôs todas as coisas sob Seus pés (do Filho, do Cristo) e O fez, acima de tudo, Cabeça da Igreja, que é o Seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche todos os seus membros com os dons d’Ele” (ver Ef 1,22-23).

Ele mesmo nutre este Corpo místico: “Por isso, meus irmãos, fugi da idolatria. Eu vos falo como a pessoas de bom senso. Julgai vós mesmos o que eu digo: não é comunhão com o Sangue de Cristo o cálice da bênção que abençoamos? Não é comunhão com o Corpo de Cristo o pão que partimos? Por que há um único Pão, nós todos formamos um só Corpo, pois todos participamos deste único Pão (ver 1Cor 10,14-17). Mais adiante, o Apóstolo volta ao assunto: “Vós sois o Corpo de Cristo. E cada qual, por sua vez, é um dos membros d’Ele” (ver 1Cor 12,27).

No Evangelho segundo São João, lemos o sermão da sinagoga de Cafarnaum, e ali é o próprio Jesus quem declara coisas extraordinárias, como, por exemplo: “Minha Carne é verdadeira comida e o Meu Sangue verdadeira bebida. Quem comer minha Carne e beber o Meu Sangue tem a Vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia” (ver Jo 6,55-56). Ouvimos aqui a Palavra criadora, que, no princípio de tudo, por Sua livre vontade, Seu amor sem medida disse e tudo foi feito, como recorda o evangelista: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava voltado para Deus e o Verbo era Deus (…). Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada se fez de tudo o que foi criado. N’Ele estava a Vida, e a Vida era a luz dos homens…” (ver Jo 1,1-4).

Ora, “o Verbo se fez Carne e habitou entre nós. E nós vimos a Sua glória, glória que recebe do Pai como Filho único, cheio de graça e verdade” (Jo 1,14). Jesus de fez um de nós para sermos por um só Cálice e um só Pão perfeitamente unidade com Ele. Sua Palavra todo-poderosa nos faz um com Ele e com o Pai, na beleza do Espírito, porque assim Ele quer no Seu amor por todos e cada um de nós…

Geração após geração, nosso tão bom Senhor e Salvador vai nos unindo a Si, abrindo Seu Coração para nós, nos alimentando com Sua Carne e Seu Sangue, cuidando de nós porque somos dele: você, eu cada um. Na verdade nos amou: “Todos recebemos de Sua plenitude, graça após graça” (ver Jo 1,16).

Houve uma greve no céu! “Abriu-se o quinto selo. Vi, abaixo do Altar, as almas dos que tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho que tinham dado. E eles gritaram em altas vozes: ‘Senhor, Santo e Verdadeiro, para quando deixarás o Juízo dos habitantes da terra e a vingança de nosso sangue?’ E foi dada uma veste branca a cada um deles e lhes disseram que repousassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros e irmãos, que estavam para ser mortos como eles” (ver Ap 6,9-11). Na sua eternidade feliz, Jesus continua a ser Salvador e Redentor, continua incorporando a Si novos membros do Seu Corpo. Ele forma uma multidão de redimidos, uma grande multidão que ninguém podia contar, gente de todas as nações, tribos, povos e línguas. Com eles também aclamamos: “A salvação é de nosso Deus! D’Ele, que está sentado no trono e do Cordeiro! (…) Amém! Louvor, glória, sabedoria, ações de graça, honra, poder e força a nosso Deus, para sempre! Amém!” (ver Ap 7,9-12).

 

A TI, MEU DEUS, CANTEM OS HOMENS LOUVOR./ Ao teu amor respondam com mais amor *.

1. Senhor, a tua igreja somos nós./ Numa só voz./ É teu tudo o que somos e o que temos/ e aqui vimos para adorar.

2. Senhor, a graça imensa de viver sem merecer./ A graça de ser filho e de te amar./ Vamos louvar e agradecer.

3. Da culpa tantas vezes repetida em nossa vida./ Senhor, a tua Igreja militante/ quer neste instante pedir perdão.

 

* Pe. R. Paiva, SJ & Teresa Cristina Potrick (Orgs.), Cantar e Celebrar, Loyola / SP 2007, p. 15. por Josmar Braga e José Alves.