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31 DIAS NO AMOR DE DEUS – 23o DIA – O Onipotente e bom Senhor faz Aliança conosco

23º DIA

O Onipotente e Bom Senhor faz Aliança conosco

 

Deus chamou Noé, e não foi para fazê-lo instrumento, mas para fazer dele um colaborador na salvação da humanidade. No Seu amor, indicou ao Patriarca que cuidasse também dos animais: “Toma par a ti toda sorte de comestíveis e faze provisões: servirão de alimento a ti e a eles” (Gn 6,21). Deus, no Seu carinho por nós, fez de Noé seu aliado, fez com ele um pacto, uma aliança: “Quanto a Mim, eis que estabeleço convosco e com vossa descendência e com todos os seres vivos, que estão convosco: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens (…). Eis o sinal da aliança que faço entre Mim e vós (…): coloco meu arco nas nuvens, e ele será sinal da aliança entre Mim e a terra…” (ver Gn 9, 8-17). Assim, muito antes da crise que vivemos e que se agrava, nosso bom Senhor nos revelou o que podemos chamar “pensamento ecológico”, cuidado com todos os seres vivos. Neste cuidado e carinho, Ele fez questão de que Noé e seus descendentes fôssemos Seus estreitos colaboradores. Quis, por assim dizer, depender de nosso empenho e iniciativa! Ele mostrou uma confiança que nos enche de esperança. Esta esperança se alimenta de tantos lugares onde se pratica, há séculos, agricultura, criação de animais e a paisagem, com seus bichos, continua a nos encantar e favorecer ao que chamamos “desenvolvimento sustentável”. Deus é Amor, e quem ama permanece n’Ele!

Deus chamou Abrão (assim mesmo!) para fazer dele “Abraão”: “Parte para longe de tua terra, de tua parentela e da casa de teu pai, e dirige-te ao país que Eu vou te indicar, pois de ti farei uma grande nação. Hei de abençoar e engrandecer o teu nome. Sejas tu mesmo uma bênção! (…) Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra” (ver Gn 12,1-3).

Como ama de verdade, Deus Criador nunca faz “tudo” por nós: Ele age e deixa agir, convida a agir, ajuda a agir! Não amarra o ser humano como um fantoche. Não há, entre nós, “fantoches de Deus”! Assim, nosso Senhor conduz as coisas até fazer de Abrão, “Abraão”, Seu aliado na história da nossa Salvação: “Eu sou El-Shadai. Anda na Minha presença e sê perfeito. Celebrarei minha aliança entre Mim e ti e te darei numerosa descendência (…). Eis Minha aliança contigo: serás pai de uma multidão de nações. E não mais levarás o nome de ‘Abrão’, mas te chamarás ‘Abraão’, pois eu farei de ti pai de uma multidão de nações (…). Farei Minha aliança contigo e com tua descendência, de geração em geração. Será uma aliança perpétua, para que eu seja teu Deus e o Deus de tua posteridade… (ver Gn 17,1-7). Mais tarde, Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe nossa também, abriu seu coração para cantar a solidez deste ato de amor, a aliança de Deus conosco: “Sua misericórdia se estende de geração em geração (…). Socorreu Israel, Seu servidor, lembrando-se de Sua misericórdia, conforme tinha prometido a nossos pais, para com Abraão e sua descendência para sempre” (ver Lc 1,50 e 54-55). Deus é Amor e quem ama permanece n’Ele!

Na Última Ceia, Jesus, “enquanto eles (os Apóstolos) ainda comiam, pegou o pão, disse a fórmula da bênção, e o partiu e lhes deu, dizendo: ‘Tomai, isto é Meu Corpo’. Em seguida, tomando o cálice, deu graças e lhes entregou. E todos beberam dele. E lhes disse: ‘Este é o Meu Sangue, o Sangue da Aliança,que vai ser derramado por muitos…” (ver Mc 14,22-24).

Em São Lucas (22,19-20) lemos o mesmo – com algumas diferenças, pequenas, mas notáveis: “Depois, tomou o pão e deu graças. Então o partiu e lhes deu, dizendo: ‘Isto é o Meu Corpo, que é dado por vós. Fazei isto em minha memória’. No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova Aliança do Meu Sangue, que é derramado por vós’”.

Toda vez que comemos deste Pão e bebemos deste Cálice, celebramos a mesma Nova e Eterna Aliança. É um pacto de Sangue! Custou a Jesus seu Corpo dado, Seu Sangue derramado! Deus é Amor, e quem ama permanece n’Ele!

 

DIZEI AOS CATIVOS: “SAÍ!” / Aos que estão nas trevas:/ “Vinde à luz!”/ Caminhemos para as fontes,/ é o Senhor quem nos conduz.” *

1. Foi no tempo favorável que eu/ te ouvi, te escutei, no dia/ da salvação socorri-te e ajudei./ E assim te guardarei, te farei/ Mediador d’Aliança com o povo/ serás seu Libertador.

2. Não terão mais fome e sede/ nem o sol os queimará./ O Senhor se compadece qual Pastor/ os guiará. Pelos montes/ pelos vales passarão/ minhas estradas, e virão de toda/ parte e encontrarão pousada.

3. Céus e terra, alegrai-vos,/ animai-vos e cantai./ O Senhor nos consolou, dos aflitos/ se lembrou! Poderia uma mulher/ de seu filho se esquecer?/ Inda qu’isso acontecesse, nunca iria te perder!

 

* Pe. R. Paiva, SJ & Teresa Cristina Potrick (Orgs.), Cantar e Celebrar, Loyola / SP 2007, p. 23, por Reginaldo Veloso.