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O Papa Francisco afirma que Satanás existe

O Papa Francisco menciona mais Satã do que seus antecessores em 50 anos*

 

O Papa Francisco citou mais vezes Satã do que seus predecessores todos juntos nestes últimos 50 anos. Para o Papa Francisco o diabo e sua capacidade de dividir são temas comuns em sua pregação quotidiana. É uma pregação contra a corrente, visto que o Maligno tem sido o grande ausente há muito tempo. Eis uma pequena e incompleta resenha de citações.

Recentemente, o Papa falou a um grupo de Jesuitas durante sua viagem à Mianmar, referindo-se aos rohingya e, mais amplamente, à situação dos refugiados: “Hoje, discute-se tanto como salvar os bancos. Mas quem salva dignidade dos homens e das mulheres? As pessoas que caem na ruína não interessam a mais ninguém. O diabo consegue agir assim no mundo de hoje”.

No final da homilia da primeira Missa celebrada com os Cardeais na Capela Sixtina, no dia seguinte de sua eleição, em 14 de março de 2013, o Papa, citando Léon Bloy, afirmou: “Quando não se confessa Jesus Cristo, confessa-se confessa a mundanidade do demônio.

Um dia depois, diante dos Cardeais, reunidos na Sala Clementina, o novo Papa, deixando de lado o discurso inscrito, disse: “Não cedamos ao pessimismo, àquela amargura que o diabo nos oferece cada dia”.

Falando à Gendarmeria Vaticana, em 28 de setembro de 2013, o Papa Francisco recordou que “o diabo procura criar uma guerra interna, uma espécie de guerra civil e espiritual”.

Na homilia em Santa Marta, em 14 de outubro de 2013, o Papa convidou a não confundir a presença do diabo com as doenças psiquicas: “Não! A presença do diabo já está nas primeiras páginas da Bíblia”.

No dia 29 de setembro de 2014, na Missa de Santa Marta, o Papa explicou que “Satanás é o inimigo do ser humano e é astuto, porque apresenta as coisa como se fossem boas, mas sua intenção é destruir, embora com motivações humanísticas.

Em 3 de outubro de 2015, falando de novo à Gendarmeria Vaticana, o Papa recordou que Satanás “é um sedutor, que semeia intrigas e fascina, com fascínio demoníaco, e nos faz acreditar em tudo. Ele sabe vender com este fascínio, vende bem, mas, no fim, paga mal”.

Em 12 de setembro de 2016, na homilia matutina, o Papa explicou que “o diabo tem duas poderosas armas para destruir a Igreja: “as divisões e o dinheiro. O diabo semeia ciúmes, ambições e ideias para dividir. Semeia cobiça… É uma guerra suja está das divisões, como o terrorismo.

Em 13 de outubro de 2017, o Papa descreveu a ação “que o diabo lentamente desenvolve em nossas vidas para mudar critérios, para levar-nos à mundanidade. Fantasia-se como nosso modo de agir, e nós, dificilmente, caímos em conta”.

E como não lembrar, por fim, as palavras do Sumo Pontífice, na entrevista a Marco Pozza na TV 2000 a respeito do Pai Nosso, quando ele recordou que o diabo é uma pessoa e não podemos nunca entrar em diálogo com ele, pois ele é mais inteligente do que nós “.

* Andrea Tornelli, Vatican Insider, Lá Stampa, Torino, 28.12.17