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Novidades Loyola 28.05.13

Konrad Schmid, “História da Literatura do Antigo Testamento”, Loyola / SP, 2013, Coleção “Bíblica Loyola”, 23×16, 351 pp.

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O Autor é docente da Universidade de Zurique, Suiça, perito em história do judaísmo antigo e estudos do AT. A pergunta básica que tenta responder é da origem histórica dos textos. A tarefa não é fácil, donde, a parte A enfrenta a “Tarefa, história e problemas de uma História da Literatura do AY”. Destaca-se o capítulo 1.6: “O problema de um ‘prototexto’ do AT”. O Autor mostra-se muito consciente da transitoriedade das atuais conclusões, na verdade, outras tantas aberturas para novos estudos: “Fundamentos, condições, possibilidades e limites da reconstrução histórica” e “Tendências recentes na pesquisa do AT e suas consequências para uma História da Literatura veterotestamentária” (1.8 e 9). Ainda preparando o leitor para as partes dedicadas aos sucessivos períodos literários do AT, a parte A.II apresenta um painel da “Língua, escrita, características e produção literárias no antigo Israel”. E A.III: “Sobre o modo de procedimento e a apresentação”. As partes de B a G estudam os sucessivos períodos de produção literária no Israel veterotestamentário. A parte H discute o “Processo do surgimento da Escritura e formação do cânon”. Bibliografia, Índice de citações bíblicas, Índice onomástico, além das notas de rodapé, constituem um eficiente aparato científico. Obra para professores e alunos de teologia, ciências religiosas, história da cultura.

Lúcio Flávio Ribeiro Cirne, “O Espaço da Coexistência – uma visão interdisciplinar de ética socioambiental”, Universidade Católica de Pernambuco & Loyola / SP, 2013, 21×14, 212 pp.

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O Autor, sacerdote jesuíta, graduado em agronomia pela Federal da Paraíba, cursou teologia em Berkeley (Cal. USA) e se doutorou na PUC – RJ, defendendo tese na área da ética ambiental. Reconhece a necessidade e oportunidade de estudos interdisciplinares para elaborar uma ética ambiental. Embora o título possa sugerir que o Autor trabalhe numa perspectiva filosófica, os capítulos iniciais assumem orientação teológica (“O reencantamento da natureza; autonomia da criação; Deus cria uma verdadeira novidade”, etc.). Na 3ª parte, o leitor entra na discussão das “Duas bases para um diálogo interdisciplinar: O paradigma ecológico; O espaço geográfico”. Na 4ª parte entramos, então, em “O espaço da coexistência: A materialidade (objeto) do espaço ético; A intencionalidade do espaço ético; A ética da coexistência”. Aí, realmente, encontramos o tratamento mais original e decisivo da pesquisa de onde nasceu a obra, extraída da tese doutoral do Autor. Certamente contribuição válida para estudos universitários.

José Carlos Pereira, “Reflexões sobre o Pai Nosso – guia para retiros e orações individuais”, Loyola / SP, 21×14, 91 pp.

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O Autor é Padre passionista, pároco, escritor, voltado para escritos de cunho pastoral. Seu doutorado é em sociologia. Tem outras obras publicadas pela Loyola. O método proposto para cada passo tem sua origem na leitura orante, tão recomendada pela CELAM de Aparecida. As pessoas (leigos, seminaristas, pastores), que desejam melhorar sua meditação com o conteúdo evangélico, muito aproveitarão deste pequeno livro.

Fernando Rey Puente, “Exercícios de atenção – Simone Weil – leitora dos gregos”, Editora PUC-RIO & Loyola / SP 2013, 21×14, 244 pp.

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O Autor tem dado especial cuidado, em seus estudos, à ênfase que Simone Weil dá ao exercício da filosofia como um verdadeiro “exercício espiritual” (ver 4ª capa, Maria Clara Bingemer). Por isto a obra quer levar o leitor a tomar conhecimento próximo dos “exercícios de atenção”, que aparecem na obra da pensadora francesa. Assim, depois de longa “introdução”, somos apresentados “aos exercícios de atenção e ‘leituras’ do mundo grego”. A segunda parte focaliza os “exercícios de atenção sobre alguns ‘metaxu’ que levam a Deus”. Obra para os estudiosos da filosfia moderna e contemporânea, mas que pode interessar também aos que se debruçam sobre a filosofia da antiguidade grega.

Mario Ariel González Porta, “Edmund Husserl – psicologismo, psicologia e fenomenologia”, Loyola / SP, 2013, Coleção “Leituras Filosóficas”, 19×12, 164 pp.

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O Autor é titular na PUC-SP, especialista em neokantismo, e já tem obras no catálogo da Loyola, como “A filosofia a partir de seus problemas” (já em 3ª ed.), e “Estudos neokantianos”. Ele nega a “virada” anti-psicologista do filósofo, e mostra a coerência evolutiva do pensamento de Husserl, até a identificação entre fenomenologia transcendental e psicologia, posterior a 1927 (ver p. 10). Obra para estudantes e professores de filosfia moderna e contemporânea.

Carlos Rovelli, “Anaximandro de Mileto – o nascimento do pensamento científico”, Loyola / SP 2013, 23×16, 183 pp.

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O Autor leciona na Universidade do Mediterrâneo (Marselha / França), e é também pesquisador do Centro de Física Teórica de Luminy, onde é responsável pela Equipe de Gravidade Quântica. Ele foi coinventor – com Lee Smolin e Abhai Ashtekar – da teoria da gravidade quântica (“LOG – Loop Quantum Gravity”). Impressiona como umdoutor e pesquisador em Física teórica, se debruce com rara competência sobre um pensador grego da Antiguidade, discutindo as possibilidades e limites do pensamento científico, enfim, a natureza do pensamento científico e o papel deste pensamento no desenvolvimento da civilização. Não é este livro mais um estudo da filosofia do pensador pré-socrático, mas uma explicitação das linhas decisivas do pensamento científico que emergem das suas intuições. No primeiro capítulo, somos recordados do contexto do século VI a. C. No 2º, surgem “as contribuições de Anaximandro”, segundo Rovelli. Seguem: a reflexão sobre “os fenômenos atmosféricos – o naturalismo cosmológico e biológico” (c. 3º); como “a terra flutua no espaço, suspensa sobre nada”; as “entidades invisíveis e as leis naturais – há algo na natureza que não se vê? – a ideia da lei natural: Anaximandro, Pitágoras e Platão”; “A rebeldia se torna virtude”; “Escrita, democracia e mistura das culturas”. Os capítulos seguintes – talvez possamos sintetizar – tratam do pensamento científico contemporâneo, herdeiro de Anaximandro: “O que é a ciência? – repensar Anaximandro depois de Einstein e Heisenberg”; “Entre relativismo cultural e pensamento absoluto; “Pode-se compreender o mundo sem os deuses? – o conflito”; “O pensamento pré-científico: a natureza do pensamento mítico-religioso – as diversas funções do divino”. A conclusão focaliza “a herança de Anaximandro”. Indicações bibliográficas, índice onomástico e fontes das ilustrações completam o aparato crítico. Esta obra retoma uma fecunda linha de reflexão em que cientistas pensam o mundo, embora termine numa espécie de louvor ao agnosticismo e à incerteza. Certamente será útil, além dos interessados em boa filosofia, a estudantes e professores de história do pensamento humano, problemas culturais e interculturais, ciências políticas e da religião, além, é óbvio, do pensamento científico.

Philipp Brülmann, “A teoria do bem na ‘Ética a Nicômaco’ de Aristóteles”, Loyola / SP 2013, “Coleção Aristotélica”, 23×16, 218 pp.

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O Autor é pesquisador na Universidade Humboldt, em Berlim / Alemanha. O curioso é que sua carreira universitária começou com o mestrado em Tubinga, obtido com uma dissertação sobre a música de György Guttág. Sua tese doutoral versou sobre a teoria aristotélica dos bens, cuja tradução a Loyola agora oferece ao público brasileiro, discutindo, sobretudo, “o que significa, para uma caracterização da ética aristotélica, o fato de ela conceber bens como fins?” (ver 4ª p.). Discutir, sempre a cada geração de pensadores, o que seja bem para nós, humanos, o que sejam nossos fins, o que seria a felicidade humana, sempre será importante para filósofos e não filósofos. Obra para estudantes, professores e interessados em filosofia. Excelente aparato crítico.