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Levítico: o Sacerdócio de Aarão (Lv 8-10)

Levítico: o sacerdócio de Aarão (Lv 8-10)

As leis dos sacrifícios têm um interesse para nós, porque boa parte deles são sacrifícios que poderíamos chamar “de comunhão”: parte da oferta era para os servidores da Tenda ou do Templo, parte para o estrangeiro, a viúva, o órfão, parte para a família oferente partilhar na alegria.

Há também o critério da indenização do dano causado ao próximo e um cuidado de proporcionalidade, que são inspiradores do melhor direito: “Se não tem o suficiente para um cabrito, pela transgressão cometida oferecerá ao Senhor duas rolas ou dois pombos, um como sacrifício expiatório, outro como holocausto”. “Holocausto” é um sacrifício onde a vítima toda é consumida no fogo. Assim é chamado (“shoah”) o bárbaro extermínio cometido contra os judeus pela loucura assassina do nazismo e do fascismo.

Há restrições alimentares, que, observadas até nossos dias, têm o mérito de criar uma relação cotidiana da família com Deus, renovando a Aliança a cada refeição: a família é igreja doméstica, lembrará o Concílio Vaticano II.

Todo este serviço cultual, que lançava raízes e dava sentido até ao dia a dia do Povo de Israel, era garantido, até a destruição do Templo de Herodes pelos romanos, pelos sacerdotes do clã de Aarão, o levita. No capítulo 8 há o ritual da consagração dos sacerdotes. Na Igreja, tanto no Oriente quanto no Ocidente, em toda parte onde se crê que a Ordenação é um Sacramento, também há o uso da unção e de vestes apropriadas. Fica expressa de modo visível a realidade da entrega a uma missão especial. Hoje falamos de “liturgia”, termo grego, que significa “serviço”. No caso, serviço do culto divino, com suas dimensões de cuidado com o povo, com a justiça, com a comunhão. Já estamos sendo preparados para a Lei da Santidade, cujo princípio básico se mantém valioso também para nós: “Sereis santos porque Eu sou Santo!”.