“Experiência Mística e Psicanálise” + “Sonhar, fantasiar, virtualizar” + “politica e moral em Foucault”
maio 12, 2015
Bolo “AREIA”
maio 14, 2015

A Arca e a travessia do Jordão na epopeia de Josué

A Arca

Que Josué liderou a travessia do Jordão e foi o detonador da reunião dos hebreus do Egito com tribos irmãs, que tinham continuado pastoreando aqui e ali na velha Canaã, não há muitos que duvidem. E que ele é apresentado no livro como sucessor de Moisés, nada a discutir. Ora, se a Mão de Deus livrou o povo da servidão no Egito, inspirando Moisés a conduzi-lo na travessia do Mar dos Juncos e através do deserto do Sinai, esta mesma Mão poderosa abençoou a tarefa de Josué: o Jordão e os inimigos não puderam nada contra a bênção! Os sacerdotes têm um papel maior que os guerreiros, e a Arca da Aliança do Sinai ainda maior: ela é colocada no leito sem águas do rio e é levada em procissão em torno das defesas da cidade. Contudo, a personalidade central da narrativa é o Senhor Deus. O Autor anônimo desta história recuperou a memória do passado, focalizando a atenção dos leitores para a maravilhosa providência divina.

Assim, mais ou menos, Vítor Meirelles pintou a independência do Brasil nas margens do Ipiranga: fardou os acompanhantes de Dom Pedro, com uniforme que só depois seria criado; trocou a mula montada pelo Príncipe por um formidável cavalo… Mentiu o pintor? Pintores não são repórteres, e Vítor Meirelles nos deu o fato e seus ecos retumbantes! Em poucos e breves capítulos, o Livro de Josué dá o fato, apontando o tempo todo para o Deus da Aliança e Seu sinal, a Arca do Sinai.

Lendo com simplicidade estes capítulos iniciais do Livro de Josué caímos em conta como foi para estes nômades ganharem, sucessivamente, dos donos de cidades fortificadas toda aquela terra, dom de Deus.