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“A Chave dos Profetas” – a obra definitiva de Vieira!

1a publicação mundial!

António Vieira, SJ, “Obras Completas – tomo III – Volumes V e VI – A Chave dos Profetas”, Direção: José Eduardo Franco e Pedro Calafate, Loyola / SP 2014, 24×15, vol. v: 397 pp.; vol. VI 484 pp.

1a publicação mundial!

1a publicação mundial!

As Edições Loyola adquiriram os direitos para o Brasil da 1ª edição das Obras Completas do Pe. Antônio Vieira, que incluem aquela que o próprio Autor considerava sua obra definitiva, e na qual trabalhou, literalmente, até suas últimas forças, já de pernas fraturadas e quase cego. “A Chave dos Profetas”, deixada inacabada, só agora conhece publicação. Portanto, esta edição entra na história da literatura de língua portuguesa, e, assim, se explica porque os editores brasileiros preferiram começar por esta obra de crítica política e esperança universal. O volume V, com o “Livro Primeiro” da Chave, tem Prefácio de João Adolfo Hansen, Introdução de Pedro Calafate, Notas prévias do tradutor, Antônio Guimarães Pinto, Considerações sobre o título, por José Carlos Lopes de Miranda, Critérios da transcrição textual, por Ainda Lemos, Critérios de citações bíblicas, por José Carlos Lopes de Miranda e Organigrama (sic) do Corpo Científico e Plano Gráfico. No volume seguinte se repetem apenas as Notas do tradutor e os Critérios de transcrição textual e de citações bíblicas, além do Organigrama (sic). “A Chave” é uma poderosa reflexão teológica. Na melhor linha prevista por Santo Inácio de Loyola, fundador dos Jesuítas, já em seus “Exercícios Espirituais – Regras para sentir com a Igreja”, além de recorrer, ou para concordar ou para refutar os Padres da Igreja e os Autores seus contemporâneos, Vieira mostra todo seu conhecimento das Escrituras. Suas principais questões versam sobre a natureza do Reino de Deus na terra, se já se realiza de algum modo, se está anunciada sua realização. Os livros finais tratam nada menos nada mais da obra da evangelização. Um dos pontos que chamam mais a atenção do leitor atual é a defesa que Vieira faz da graça da salvação também para “os bárbaros”, que nunca ouviram falar de Cristo. As conotações de críticas à política – ainda válidas, infelizmente – e as visões utópicas – ainda muito provocantes, tornam a leitura de “A Chave” algo surpreendente e capaz de provocar debates nos nossos meios intelectuais.