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A Europa se fecha, apesar dos clamores da Igreja em favor dos refugiados.

Passo de Brenner, ainda aberto

Austria: o “Não” episcopal às barreiras contra os migrantes

Resumo, extraído de La Stampa

Depois do fechamento do passo de Brenner, para bloquear o acesso à Áustria pela fronteira italiana, agora se trata do fechamento da fronteira com a Hungria. O Bispo Zsifkoviks recorda que a Sagra Família foi uma família de refugiados, e quem pensa diferentemente não está de acordo com o Evangelho.

23/04/2016

MARIA TERESA PONTARA PEDERIVA

TRENTO

Torna-se acada vez mais forte a oposição dos católicos austríacos contra a decisão do governo, em plena campanha eleitoral, para limitar o acesso aos migrantes e refugiados * (…).

Dom Jakob Bürgles, Administrador Apostólico da Diocese de Innsbruck já havia declarado que o governo austríaco parceia ter a a intenção de ressuscitar uma fronteira que deixara de existir há 18 anos (por força dos tratados que criaram a União Européia).

O Bispo de Bolzane – Bressannone, Ivo Muser, declarou: “Minha preocupação não está focada no fato de que a economia e o turismo poderão ter resultados negativos, mas, sobretudo, se dirige à mulheres, homens e crianças em fuga e que precisam de nossa ajuda. Seu grito por socorro, sua fuga, e nada mais do que isto, requer nossa ajuda, o nosso coração generoso. Que adianta celebrar ‘o Ano da Misericórdia’ e depois endurecemos o coração contra o próximo”.

Uma outra palavra decidida chega agora da diocese de Eisenstadt, na região mais oriental, nos limites com a Hungria e Eslovênia, zona chave para as rotas de fuga. Dom Egídio Johann Zsifkovics, pastor da diocese, presidente da Comissão Episcopal para os Migrantes, e representante na Comissão Episcopal da União Europeia, (…) se tenha pronunciado um “não” incisivo à construção de barreiras fronteiriças: “Com todas as fibras do meu corpo, afirmo que me é impossível aceitar, em pleno século XXI que se possam erguer campos de concentração e barreiras no solo desta diocese”. Ele recordou ter nascido e crescido na época da cortina de ferro e de ter experimentado todas as humilhações numa zona limítrofe, sempre com o desejo de um outro modo de vida.

* Nas eleições do domingo passado venceram os ultra-nacionalistas, contra os verdes e os partidos que estavam no governo. Logo a política austríaca faz ouvidos de surdo aos clamores da Igreja em favor dos migrantes e refugiados.

 

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