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A pombinha de Noé

noeA pombinha voou, voou e não “encontrou onde pousar os pés” (Gn 8,9). E voltou, pousando na mão amiga de Noé. Mais uns dias, o Patriarca a enviou de novo. A pombinha voltou com um raminho de oliveira no bico. Noé reconheceu que a terra estava enxuta e que ele podia sair da Arca com sua gente e bicharada. E a humanidade ganhou um símbolo: a pombinha com o ramo de oliveira no bico ficou sendo um sinal de paz na terra.

Saíram todos da Arca, pisaram em terra firme e ganharam a bênção de Deus: “Sejam fecundos e se multipliquem sobre a terra” (Gn 8,17). A bênção lá do princípio vencia, novamente, a maldade e a irresponsabilidade humana. Também no começo, o Criador dera a bênção bonita da fecundidade: “Sede fecundos e multiplicai-vos! Enchei a terra!” (Gn 1,28).

E o Senhor também disse: “Nunca mais hei de amaldiçoar a terra por causa dos homens. Pois os pensamentos do coração do homem são maus desde sua juventude. Nunca mais hei de castigar os seres vivos como fiz. Enquanto a terra durar, sementeira e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite, nunca mais cessarão!” (Gn 8,21-22).

Mas os pensamentos dos homens não são os pensamentos de Deus (Is 55,8). Nos nossos tempos, os nossos carros, aviões, fábricas e guerras sem fim, aquecem a terra e nos ameaçam com o degelo dos polos e a inundação dos países à beira mar: é o “efeito estufa”, causando “o aquecimento global”.

E me disse uma senhora lá nas Minas Gerais: “Padre, não concordo com este mundo que Deus fez!” Perguntei: “A Senhora conhece o mundo que Deus fez?” Ela respondeu: “Ora! É este mundo que está aí!” Comentei: “Mas quando Ele nos entregou o mundo, os rios estavam limpos!”

O relato bíblico nos mostra Deus abençoando, a pomba com o ramo de oliveira, Noé e sua gente, sã e salva, plantando e cuidando da bicharada. A realidade de hoje nos mostra rios e até mares sujos, onde a vida se extingue ou já acabou. O ar também vai ficando imundo e doentio. Mesmo as feras e os animais dos matos já não encontram um lugar seguro. É tempo de tomar juízo: nosso bom Criador não volta atrás em sua palavra de vida. Ele é fiel! Mas nós – parece – preferimos a morte. O pecado e o desejo sem limite de consumir e ter e gastar podem acabar conosco! Que tal pedir a graça de imitarmos Noé e salvarmos a vida nesta boa terra?