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A Ressurreição de Cristo abre a mansão dos mortos!

“O Senhor ressurgiu! Aleluia, aleluia!” *

A Ressurreição de Cristo abre a mansão dos mortos. Os recém batizados da Igreja renovam a terra. O Espírito Santo abre as portas do céu. A mansão dos mortos devolve seus habitantes. A terra renovada germina os ressuscitados. O céu reaberto recebe os que para lá sobem.

O ladrão sobe ao paraíso. Os corpos dos santos entram na Cidade Santa. Os mortos retornam à região dos vivos. E, de certo modo, pela Ressurreição de Cristo, todos os elementos são elevados a uma dignidade mais alta…

Por um único e mesmo ato, a Paixão do Salvador retira o ser humano das profundezas, eleva-o da terra e o coloca no alto dos céus…

A Luz de Cristo é um sol sem noite, um Dia sem fim. O Apóstolo nos ensina que este Dia é o próprio Cristo, quando afirma: “A noite já vai adiantada, o Dia vem chegando” (Rm 13,12)… Com seu resplendor eterno, ela vence as sombras tenebrosas do passado e impede toda a infiltração dos estímulos pecaminosos.

Este Dia é o próprio Cristo. Sobre Ele, o Pai – Dia sem Princípio – faz resplandecer o sol de sua divindade. Ele mesmo é o Dia que fala através de Salomão: “Fiz brilhar no céu uma luz que não se apaga” (Eclo 24,6 – Vulgata)…

Irmãos, todos nós nos alegremos neste santo Dia! Ninguém se exclua da alegria universal, apesar da consciência dos pecados! Ninguém se afaste das orações comuns, embora sinta o peso de suas culpas! Por mais pecados que seja, ninguém, neste Dia, se desespere do perdão! Temos a nosso favor um valioso testemunho: se o ladrão arrependido alcançou o paraíso, por que não alcançaria o cristão a graça de ser perdoado?

* São Máximo de Turim, “Ofício das Leituras”, 2ª Leitura, V Domingo do Tempo Pascal