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A Santa Comunhão, a Fração (Partilha) do Pão Consagrado

158. O que é a “santa comunhão”? Por que ela é também chamada de “fração do pão”?

São Paulo ensina: O cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do Sangue do Senhor? O pão que partimos não é a comunhão do Corpo de Cristo? Já que há um único Pão, nós, apesar de muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único Pão (1Cor 10,16-17).

Tomar a santa comunhão é participar do mesmo Pão e do mesmo Vinho consagrados. Como a Hóstia é Jesus, Pão Vivo, e o Vinho é o Sangue dele já glorioso e ressuscitado, quer comunguemos só do Pão ou só do Vinho, ou dos dois (comunhão nas duas espécies) sempre é Jesus mesmo que recebemos em Corpo, Sangue, Alma e Divindade.

A Igreja crê que Ele está todo inteiro tanto no Pão consagrado (“Hóstia”), quanto no Vinho consagrado. Por isso é permitido dar a comunhão tanto “sob uma única espécie” (do pão ou do vinho. Comunhão sob a espécie só do vinho é mais reservada a doentes com dificuldades de engolir), ou, o mais recomendado, hoje em dia, “sob as duas espécies”.

Como o Pão é partido e partilhado pelos muitos que comungam, a santa comunhão é chamada também de fração do pão (ver Lc 24,30 e At 2,46). Fração aqui quer dizer o partir e o partilhar o Pão.

159. Quantas vezes o fiel cristão deve comungar?

A Igreja recomenda vivamente que os fiéis esteja preparados e dispostos para comungar todas as vezes que participem da Santa Missa. Ora, todos nós, os fiéis, temos o dever de participar, quanto possível, cada domingo da celebração eucarística (ou do culto dominical onde não é possível contar com a presença de um sacerdote para celebrar a Eucaristia).

É mandamento da Igreja comungar pelo menos uma vez por ano, de preferência no Tempo Pascal. No Brasil, pode-se cumprir esta lei da Igreja em qualquer época do ano.

É muito recomendada a comunhão diária, se possível, dentro das condições devidas para bem receber o Santíssimo Sacramento. Há casos em que o fiel pode comungar até uma outra vez no dia, por exemplo, quando, depois de participar de uma Missa, tem ocasião de participar de uma segunda celebração eucarística.

Os Padres, para o serviço do povo nos domingos e festas, são autorizados a celebrar até três Missas. Nos dias comuns, se for necessário, sempre para o bem do povo, podem celebrar até duas vezes.

160. Quais são as condições para receber Jesus na Santa Comunhão?

Desde o começo a Igreja tem o maior cuidado com as condições para recebermos a Santa Comunhão. Já São Paulo escrevia aos cristãos de Corinto: Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar o zelo do Senhor? Seríamos mais fortes do que ele? (1Cor 10,21.22). E, mais adiante: Todo aquele que comer o Pão ou beber do Cálice do Senhor indignamente é réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte, cada qual examine a si mesmo antes de comer desse Pão e beber desse Cálice, pois aquele que come ou bebe sem consideração do Corpo, come ou bebe a própria condenação. Eis porque há entre vós tantos débeis ou enfermos e muitos morreram. Se nos examinarmos a nós mesmos não seríamos julgados. Mas o Senhor nos corrige por seus julgamentos, para que não sejamos condenados com o mundo (1Cor 11,22-32).

Por isso, a Igreja ensina que para receber a Santa Comunhão o fiel deve estar “em estado de graça”, isto é sem que a consciência o acuse de faltas graves. Se tem consciência de ter cometido um pecado mortal ou que está vivendo de modo contrário ao que a Igreja ensina, deve primeiro ir receber a absolvição no sacramento da reconciliação (confissão ou penitência).

Além disso, a Igreja exige pelo menos uma hora de jejum (ver 1Cor 11,34) antes da hora da comunhão, exceto para os enfermos e idosos. É necessário roupas e comportamento dignos e decentes, como se compreende a partir do que o próprio Paulo determina, em seu tempo, para a boa ordem da assembléia litúrgica na Ceia do Senhor (ver 1Cor 11,2-16). Sejamos, também nisto, imitadores do Apóstolo, como ele é imitador de Cristo (1Cor 11,1).

Crianças e outras pessoas sem terem tido a devida preparação para a primeira Eucaristia não devem ser admitidas à comunhão, segundo a pastoral em vigor na Igreja Romana. O costume e o ambiente são diversos nas Igrejas ditas “orientais”.

A autoridade da Igreja tem insistido, conforme o ensino do Salvador sobre o matrimônio, que pessoas que vivem como marido e mulher fora do casamento religioso não podem se aproximar da comunhão, embora sejam convidadas à oração comum, à pregação, evangelização e às boas obras.

Também não é permitido, até agora, dar a Comunhão a pessoas que não partilham a mesma fé que a Igreja, mesmo em nome do ecumenismo. Isto seria induzir as pessoas à confusão e ao engano. Na Igreja primitiva, só se admitiam os novos cristãos à celebração da Mesa do Senhor, depois de confessarem a mesma fé, sendo batizados e rezando o mesmo Credo. É preciso haver, como diz o Apóstolo, uma só fé, um só Senhor e um só Batismo (Ef 4,5) antes de nos aproximarmos juntos da mesma Mesa de Comunhão.

161. Como deve ser a preparação à comunhão, sobretudo à primeira Eucaristia?

Às vezes esta preparação é apressada e superficial. É preciso, pelo contrário, que ela seja carinhosa, toque a nossa vontade e que comunique, com a graça de Deus, devoção e amor. Daí que muito se recomenda que a preparação seja também uma oração pessoal e íntima, abrindo caminho à oração em comunidade e na grande Igreja (oração litúrgica).