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A Tenda da Aliança

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A Tenda da Reunião

Muito antes que valesse a pena escrever, por falta de leitores, havia “o ensino”. Assim foram transmitidos Salmos, canções, memórias… Os conjuntos eram formados em torno de cultos familiares (como até hoje a Páscoa judaica) e lugares especiais (Mambré, Betel, Silo…). O culto integrava as memórias e os cânticos, lembravam as leis fundamentais, que derivavam das Dez Palavras ou Dez Mandamentos, e iam sendo aplicados, primeiro, a situações da vida de pastores nômades, depois de uma população que ia crescendo na Terra de Canaã e morando em casas.

Com certeza, Israel vivia assim, quando se começou a ser posto por escrito o que viria a ser nosso Livro do Êxodo. A Tenda de Reunião foi o modelo do Templo de Jerusalém, e a planta do Templo influiu na redação das descrições, conservadas da Tenda. Davi fez montar uma Tenda mais rica e ampla para guardar a Arca da Aliança.

A Tenda era o lugar onde Moisés acolhia as revelações do Senhor (Ex 33,7-11). Em Canaã, a Tenda foi armada em Silo, e era centro de unidade das tribos (Js 18,1; 19,51; 1Sm 2,21). Seu tesouro mais precioso era a Arca da Aliança, onde estavam guardadas as Tábuas de pedra com os Dez Mandamentos (2Sm 7,6).

A Tenda “reproduzia” a ideia da Tenda celeste, onde “habitava” o Senhor (ver Sl 104/105,2). Para os cristãos, entre outras coisas, interessa que a tenda era ornada com figuras de anjos (querubins), plantas e frutos, e até de touros. A proibição de reprodução em imagens de criaturas era compreendida apenas para fins de adoração, não de adorno (ver Ex 25,19-20.34; 28,34; 1Rs 7,23-29).