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O Advento neste Ano do Senhor de 1915 por Dom Orlando Brandes
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Acompanhando o Advento e o Natal

Introdução a tudo o que se segue nesta série:

Perez de Urbel escreveu  “A Vida de Cristo”, no tempo em que este gênero ainda estava em moda, na primeira metade do século passado. Era professor da Universidade de Madri, e pôs tanta competência e amor no que fez, que sua obra não perdeu a capacidade de nos encantar e instruir. A Editora Quadrante / SP ainda o reimprime. Vale à pena. Destaco pequenos parágrafos, com alguma oração de minha autoria, para ajudar a acompanhar na Fé este belo tempo do Advento, chegando ao feliz Natal de 2015!  

 A Anunciação:

“Seis meses depois da visita a Zacarias, o Anjo Gabriel foi  encarregado de outra mensagem, ainda mais surpreendente. Desta vez, não escolhe os esplendores do Templo, mas uma pobre casinha de uma povoação desconhecida da Galileia, cujo nome nunca tinha aparecido nas páginas do Antigo Testamento”

Bom Anjo do Senhor, anunciaste a Maria Virgem que o Filho do Altíssimo se faria carne no seu ventre virginal! A cada pessoa de cada geração, os Anjos trazem inspirações, revelações e oferecem ajuda e proteção. Que acolhamos – crentes ou não – estes toques de Deus! E a nós, que pela tua Anunciação, conhecemos a Encarnação do Filho Eterno no seio da Virgem Maria, alcança-nos a graça de acolhê-l’O em nossas vidas!

O “Fiat”

“Maria meditara os profetas, e não podia desconhecer o alcance da angélica mensagem, cheia de expressões e conceitos messiânicos doa Antigo Testamento (ver 2Sm 7,16; Sl 89/90,30-37; Is 9,6; Mq 4,7; Dn 7,14, etc.). Nela vê  um eco fiel das profecias. Ia ser, sem dúvida, a Mãe do Redentor”.

Mãe da Sabedoria, pelo teu ‘Magnificat” reconhecemos como teu Imaculado Coração se nutria das Escrituras, que, desde pequenina, a cada sábado, ouvias tão atenta e amorosamente. Que reconheçamos teu Jesus como o Filho da Promessa, o Filho Eterno do Pai Eterno, gerado e não feito, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, que por amor de nós assumiu, em teu seio, a condição humana, a condição de escravo. Por esta obediência, até a morte, e morte de Cruz, o Pai o glorificou,, na força do Espírito Santo. Assim nos ama a Trindade! Alcança-nos, Virgem Fiel, corações eucarísticos: gratos e contentes, prontos para em tudo amar e servir –  como tu mesma – a nosso bendito Salvador!

A casa de Nazaré

“Ainda hoje nos mostram, em Nazaré, a gruta rochosa onde o prodígio teve lugar. Fica no fundo de uma casa construída na encosta da colina [hoje, dentro da Basílica da Anunciação] . Foi lá que Maria recebeu a notícia gozosa, dolorosa e gloriosa. Foi lá que, ao pronunciar aquele “Faça-se”, que trouxe a vida  a todos nós, o Verbo se fez carne em suas entranhas puríssimas. O Filho, que, a partir daquele instante, começava a se formar dentro dela, era a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, gerado do Pai desde toda a eternidade”.

Mãe gloriosa, Virgem das Virgens, antes da Mãe Igreja, começaste a reconhecer que Deus Uno não era solidão, mas Amor, Vida, Doação, Comunhão, desde sempre e para sempre! Acolheste a mensagem amorosa e gentil do Pai, reconheceste que ias gerar o Filho do Altíssimo e pela força delicada do Espírito Santo, sombra fecunda, nuvem protetora! Que, nestes tempos de ateísmo e de ataques em nome do Deus Uno, creiamos na Santíssima Trindade, e que nossas vidas sejam empenho constante pela comunhão entre povos e pessoas. Deus é comunhão! Que sejamos Um como Ele é Um com o Filho, no Espírito! Assim vivamos a graça luminosa do nosso Batismo!

Na casa de Isabel, nos montes de Judá

“Maria chegou à casa de Isabel e a saudou. Que virtude prodigiosa haveria na sua voz? Pois a idosa Isabel ficou como que petrificada (…). O Espírito Santo a inundou, a voaz de Maria fora para ela como um divino amanhecer. Num repente adivinhara tudo! Revelam-nos as primeiras palavras que conseguiu pronunciar: ‘Bendita és tu entre todas as mulheres, e bendito é o fruto do Teu ventre! Como pude eu merecer que viesse ter comigo a Mãe do meus Senhor!'”.

Feliz Isabel, esposa de Zacarias, mãe de São João Batista, da família do Messias! Até hoje, a cada Ave Maria, repetimos teu louvor inspirado!

“Magnificat”

“E o mais desconcertante (no canto de Maria) é a segurança absoluta como que aquela jovem, sem bens de fortuna, inteiramente desconhecida, sem  qualquer título de nobreza, anuncia que todos os séculos  iriam se inclinar diante dela”.

Mãe, como o Espírito te levou a profetizar, todas as gerações te proclamam bem – aventurada, milhares de vezes cada momento, na saudação que te fazemos: ‘Ave Maria, bendita és tu entre as mulheres, bendito é o fruto do teu ventre, Jesus!'”

A gruta

 “Indicaram [a José e a Maria] uma gruta perto da li, aberta na colina calcária, que servia de curral, A única mobília era uma manjedoura escavada na parede, para colocar a ração dos animais. Este foi o abrigo que os dois aldeões de Nazaré conseguiram encontrar depois da penosa viagem: ‘E aconteceu que enquanto estavam ali, se cumpriram os dias em que Maria devia dar à luz. E deu à luz o filho primogênito, e o enfaixou e o deitou na manjedoura'”.

Maria Santíssima, bendito São José, tantos se admiram da pobreza escolhida pelo Menino Deus! Mas eu muito admiro a imensa liberdade do Amor! O Amor-amor não tem problema de se abaixar! Assim se curvam os médicos, os enfermeiros, os bombeiros, os pais e mães, para cuidar! Assim desceu da montaria e se curvou para acudir o Bom Samaritano! A caridade não é arrogante! O Amado do Pai, sem deixar a condição divina, com a liberdade do Amor, escolheu nascer “na lapinha de Belém p’ra fazer o bem!”  Quem como Ele!? Que Ele liberte nossos corações para que renunciemos às pompas deste “mundão” e queiramos ter corações mansos e humildes, em tudo semelhantes ao d’Ele!  Em tudo semelhantes aos vossos, livres para amar com amor de misericórdia! Amém! Aleluia!