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Adoração ao Santíssimo Sacramento!

162. O que ensina a Igreja sobre a “adoração eucarística”?

A Presença real de Jesus na Eucaristia não depende do ato de fé de ninguém, pois é um livre dom e decisão do Senhor. Os próprios Apóstolos não entenderam o que ele fazia na Última Ceia, mas isto não impediu que sua doação total, afetiva e efetiva: Isto é o meu Corpo que é para vós (1Cor 11,24). Por isso a Igreja sempre ensinou que, mesmo fora do momento da comunhão do fiel, a Hóstia consagrada continua sendo o dom da Presença do Senhor em Corpo, Alma, Sangue e Divindade. Daí o respeito e o carinho que o guarda nas igrejas e muitas capelas, no chamado tabernáculo ou sacrário, sempre com uma luzinha acesa para indicar que Jesus está ali.

Daí também os atos de adoração pessoal e comunitária que os cristãos são chamados a fazer diante do Santíssimo Sacramento: visitas, horas santas, vigílias, adoração perpétua em certos santuários, bênçãos do Santíssimo, procissões do Corpo de Deus, Congressos Eucarísticos, etc.

Tabernáculo ou Sacrário

É do tabernáculo ou sacrário que se retira a comunhão para os fiéis enfermos ou impossibilitados de ir à Igreja. Vale lembrar a história do mártir adolescente, São Tarcísio, que foi assassinado a pedradas defendendo o Santíssimo Sacramento, que levava aos cristãos presos e esperando ser executados por sua fé, no tempo das perseguições no Império Romano. Os sacerdotes confiavam à piedade deste jovem leigo a difícil tarefa, pois ele podia ir mais facilmente ao cárcere. São Tarcísio é como um exemplo para todos os leigos e leigas que, pelo mundo afora, exercem o ministério extraordinário da comunhão eucarística.

* R. Paiva, SJ, “Catecismo Católico Bíblico”, Loyola / SP 2015