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“Apologia” de Vieira; “Os Evangelhos – Memória, Biografia, Escritura”; Percursos na filosofia de Dewey

Padre António Vieira, “Obra Completa – Apologia – tomo III – volume III” (Coordenação, introdução e notas por Adma Mubana). Loyola / SP 2015, 24×15, 273 pp.

Perseguido pela Inquisição régia, sob o reinado de Dom Pedro, sucessor de Dom João IV. Vieira era processado pela conhecida carta “Esperanças de Portugal”, onde profetizava a ressurreição deste rei. O processo terminou com a condenação do jesuíta em 1667. O certo é que a Apologia e a História do Futuro tiveram de ser entregues inacabadas aos juízes em 1665. A Apologia deveria ter 5 partes, mas falta a terceira. A obra interessará, sem dúvida, mais aos historiadores do que, propriamente, aos admiradores dos Sermões.

Santiago Guijarro Oporto, “Os Evangelhos – memória, Biografia, Escritura”, Loyola / SP 2015, 21×14, 80 pp.

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O Autor é um catedrático de Novo Testamento em Salamanca, que combina a atividade intelectual com o ser padre operário. Ele suporta a tese, contraditória com a de Autores reconhecidos, que os Evangelhos são relatos biográficos. Daí que trabalhe sua apresentação em três partes: onde se conservaram as lembranças sobre Jesus; porque a memória de Jesus ficou fixada nestes 4 relatos biográficos (Mt, Mc, Lc, Jo) e quando os Evangelhos passaram a ser tidos como Escritura Sagrada. Pode ajudar muito ao leitor adquirir uma visão focalizada das atuais hipóteses sobre a formação dos quatro Evangelhos canônicos.

Rosa M. Calcaterra, “Ideias concretas – percursos na filosofia de John Dewei”, Loyola / SP 2015, 21×14, 129 pp.

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A Autora é docente na Universidade de Roma, especializada em Filosofia do Conhecimento. É também diretora da resvista “European Journal of Pragmatism and American Philosophy”. Nesta pequena obra ela estuda em como a filosofia pode ajudar na melhora do ambiente humano, político e cultural, debatendo as ideias de John Dewy, considerado como filósofo “público”, marcado pela preocupação com as ameaças que pesam sobre os indivíduos e a sociedade nos nossos atribulados dias. Apesar da leitura acessível, a obra é mais aproveitável pelos que conhecem a vasta obra de Dewey.