Novo comentário do Quarto Evangelho!
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março 14, 2016

“As palavras duras de Jesus”, etc.

Ludwig Monti, “As palavras duras de Jesus”, Loyola / SP 2016, 21×14, 173 pp.

O Autor é monge da abadia de Bose, colaborador de várias revistas bíblicas e de espiritualidade, ele mesmo biblista. Mas nem por isso esta sua obra se dirige ao ambiente acadêmico. Podemos classificá-la como uma boa divulgação, legível e compreensível pelo grande público leitor. Nós somos obrigados a nos deparar, como os ouvintes de Jesus, com duras palavras: “Esta palavra é dura, quem a pode suportar?” (Jo 6,60). Numa linguagem tirada da psicologia contemporânea, podemos dizer que Jesus usou a “relação de ajuda do confronto”, à qual só poderemos recorrer se estivermos muito seguros. As palavras duras de Jesus nos Evangelhos são também palavras difíceis de compreender, como “Olhando não vejam, ouvindo não entendam” (Mc 4,10-12). A obra é organizada em 5 partes, a saber: “Palavras dirigidas aos Doze e aos Discípulos” (19); “Palavras dirigidas aos homens religiosos” (8); “Palavras dirigidas à multidão” (4); “Palavras dirigidas a outros” (2); “Palavras dirigidas a Deus” (2). Livro de leitura útil, tendo como fundo uma leitura competente dos Evangelhos.

José M. Castilho, “A Boa-nova de Jesus”, Loyola / SP 2017, Coleção “Teologia Popular – 1”, 21×14, 103 pp

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O Autor foi docente da Universidade de Teologia de Granada e se tem dedicado a publicação de temas de “teologia popular”, isto é, boa teologia escrita com estilo e vocabulário adequados à média dos leitores, uma divulgação de qualidade. O Autor considera a teologia popular como diversa da “teologia dos sábios”, que “teologia das doutrinas e teorias que os sábios dos tempos antigos inventaram”, enquanto a “popular” é a dos relatos evangélicos. O livro é organizado em vista de encontros, mas os seus pressupostos e tentativas de “tradução” podem ser questionados.

Vittorio Possenti, “O novo princípio da pessoa”, Loyola / SP 2017, 23X16, 276 pp.

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O Autor, membro de várias academias, docente de Filosofia Moral e Política, costuma trabalhar temas que lhe ocorrem a partir das complexas situações do mundo contemporâneo, ou, se preferirem, pós-moderno, como, por exemplo: “Religião e vida social”, “Niilismo e metafísica – Terceira Navegação”, “As razões da laicidade”, “O homem pós-moderno”, “Niilismo jurídico”. A tradução é baseada na 2ª edição revista (italiana) de 2013. Na introdução a esta nova edição, o Autor se explica; “A razão das inserções se deve, por um lado, aos ataques à alma e à mente, por parte do naturalismo contemporâneo, que desejaria, deste modo, destruir o ‘princípio pessoa’, e, por outro lado, ao peso crescente das questões antropológicas sobre política e nas democracias contemporâneas: o fator antropológico se tornou tão importante nestas áreas quanto o fator ético e uma ética pública adequada” (p. 9). Este parágrafo explica muito exatamente o foco assumido pelo conjunto da obra, dividida em duas partes principais: “Metafísica da pessoa”; “Problemas atuais: da filosofia da pessoa à bioética”. Livro dirigido a pensadores e estudiosos dos problemas contemporâneos.