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Cartas Diplomáticas do Padre Vieira; Padre Pio; O Despertar da Filosofia Moderna

Padre António Vieira, “Obra Completa – Cartas Diplomáticas – tomo I, Volume I”, Coordenação Carlos Maduro, Loyola / SP 2014, 24×16, 300 pp.

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Carlos Maduro tem a coordenação geral da publicação, nestas Obras Completas, da Epistolografia vieirense. As Introduções e Notas são dele e de Ana Lúcia M. de Oliveira. Além do Prefácio e da Introdução Geral à Obra Completa, temos: Critérios da Transcrição Textual, por Aída Lemos; Critérios de Citações Bíblicas, por José Carlos de Miranda; Introdução Geral à Epistolografia, por Carlos Maduro; Introdução ao Volume I da Epistolografia, por Ana Lúcia M. de Oliveira e Carlos Maduro; Organigrama (sic) do Corpo Científico e Plano Gráfico. Seguem-se as Cartas de Vieira diplomata, assim grupadas: Carta ânua ao Geral da Companhia de Jesus (30 de setembro de 1626) (onde há uma referência à graça atribuída ao Padre Anchieta e ao desejo geral de sua breve canonização); Primeira Missão Diplomática (fevereiro a julho de 1646), entre elas “Carta aos judeus de Ruão”; Segunda Missão Diplomática, a de correspondência mais farta (agosto de 1647 a novembro de 1648); Primeira Viagem a Roma (fevereiro a junho de 1650). Seguem-se: Abreviaturas dos Livros Bíblicos; Abreviaturas Gerais; Siglário; Organigrama Institucional. O período “diplomático” da vida de Vieira foram os anos 4º dos Seiscentos, quando foi “figura incontornável da corte portuguesa e amigo fiel de Dom João IV” (ver p. 19). Mal visto e invejado por muitos, causando perplexidade até entre membros de sua própria Ordem religiosa, Vieira vai responder na “História do Futuro”, argumentando que, se o Reino de Deus não é “deste” mundo, ele é “neste” mundo (ver p. 20). A leitura atenta das cartas revela um homem político que nunca deixou de ser religioso, crítico de seu tempo e com intuições de futuro dignas das melhores utopias.
Padre António Vieira, “Obra Completa – Cartas da Missão, Cartas da Prisão – tomo I, Volume II”, Coordenação Miguel Real, Loyola / SP 2014, 24×16, 572 pp.

Estas Cartas permitem um conhecimento bastante rigoroso do período da vida de Vieira nas décadas de 1650 a 1660: “Na primeira década, (Vieira) tornou-se um verdadeiro missionário, resgatando os seus tempos juvenis de pregação e conversão dos tupis no povoado do Espírito Santo (hoje, Abrantes), junto a Salvador (…). Na década seguinte, expulso do Maranhão e do Grão – Pará e, já em Lisboa, proibido de regressar às Missões por si fundadas na vasta foz do Amazonas, os seus escritos proféticos (…) tornam-se alvo de acusação no Tribunal do Santo Ofício, num processo que se arrastará entre 1662 e 1668, com detenção nos cárceres da Inquisição de Coimbra, entre novembro de 1665 e abril de 1666” (ver p. 14). Nestas 250 cartas do atual volume, o ideal do fundador de missões e evangelizador dos índios, os embates contra a sua escravização e também a discussão do estatuto dos escravos africanos, mas suas visões de uma nova sociedade, esperanças de futuro, “quinto império”, uma convicção providencialista da história, tornam o conjunto desta correspondência extremamente importante também para os interessados e estudiosos de história, além do óbvio fascínio para os dedicados à literatura de língua portuguesa.

John McCaffery, “Padre Pio – Histórias e Memórias”, Loyola / SP 2014, 8ª ed., 21×14, 215 pp.

O Autor é jornalista e conheceu muito de perto São Pio de Pietrelcina. Obra entre história e depoimento, com fotos oportunas.

Anthony Kenny, “Uma nova História da Filosofia Ocidental – volume III – O despertar da Filosofia Moderna”, Loyola / SP 2014, 2ª ed., 23×16, 403 pp.

Obra bem fundamentada e escrita, foi bem recebida pelo público interessado na história do pensamento e da cultura. A 1ª parte é dedicada ao século XVI, com parágrafos sobre Giordano Bruno, Galileu e Bacon. Na parte 2ª acompanhamos a evolução entre Descartes e Berkeley. Parte 3ª: de Hume a Hegel. Parte 4ª: conhecimento, do ceticismo de Montaigne à epistemologia idealista. Parte 5ª: Física. Parte 6ª: metafísica. Parte 7ª: Mente e Alma; Parte 8ª: Ética. Parte 9ª: Filosofia Política, de Maquiavel a Hegel. Parte 10º Deus.