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“Celebrar a Liturgia”

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2ª PARTE

A CELEBRAÇÃO DA FÉ

A LITURGIA E OS SACRAMENTOS

Capítulo 1

A LITURGIA: A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO DA FÉ CRISTÃ

138 O que significa “celebrar a liturgia”?

São Lucas relata: Celebrando eles a LITURGIA em honra do Senhor e jejuando, disse-lhes o Espírito Santo (At 13,2). “Liturgia” é uma palavra de origem grega, a língua original dos Evangelhos, e significa “serviço público”. Designava um serviço de honra, prestado por dever de cidadania, na cultura grega daquele tempo. Assim os atos do culto cristão foram, desde os tempos apostólicos, chamados de “liturgia”: o serviço público de honra prestado ao Senhor por seu Povo Santo.
• A liturgia é a ação de Cristo, Sacerdote único e eterno, através daqueles que ele constitui ministros em sua Igreja;
• Mediante a liturgia, o cristão se santifica pelos sinais estabelecidos pelo próprio Senhor, como, por exemplo, a água, o óleo, a imposição das mãos, o pão, o vinho, a palavra de absolvição, as palavras de consentimento mútuo dos noivos, os gestos e palavras de bênção. A liturgia não é a oração particular de um cristão ou de um grupo de cristãos, mas a oração da própria Igreja, unida a seu Esposo, o Cristo, o único LITURGO (Hb 8,2.6).
• Por isto, numa “ação litúrgica”, toda a Igreja celebra: os Bispos e os Presbíteros como sinal vivo do Cristo Cabeça do Corpo, que é a Igreja. Os demais participantes batizados da Assembléia, como membros do Corpo do Senhor. Por isso um cristão consciente não “assiste” uma função litúrgica, mas “participa” dela.

139. O que é “ano litúrgico”?

Durante cada ano, a Igreja se coloca diante de todo o mistério do Cristo, oferecendo a graça do Salvador a todos os seus filhos. Assim a Igreja:
• vive a espera do Cristo no Advento;
• acolhe Sua presença no Natal;
• Sua manifestação ao mundo, na Epifania;
• prepara-se para sua Paixão e morte redentora da Cruz pela Quaresma;
• celebra o Mistério Pascal, sua Morte e Ressurreição na Semana Santa, com particular intensidade e devoção no Tríduo Pascal (Quinta-feira, Sexta-feira e Sábado Santos);
• no Tempo Pascal, que se abre com o Domingo de Páscoa ou da Ressurreição e se encerra com a festa solene de Pentecostes, contempla seu Salvador ressuscitado, vivo e glorioso, que envia o seu Espírito sobre toda a Igreja, reunida com Maria, Mãe de Jesus;
• durante o chamado Tempo Comum, ela recorda o Mestre nos caminhos da Galiléia e da Judéia e o seu anúncio do Reino.

Fazemos isto tudo em memória dele (ver Lc 22,19).

No espírito da Carta aos Hebreus (Hb 11; ver também Eclo 44,1) e fiel à sua tradição, a Igreja, durante o ano litúrgico, faz também memória de Maria Santíssima, de São João Batista e dos Santos e Anjos celebrando as maravilhas que Deus operou neles para nosso bem e salvação.

140 O que é “o domingo”?

“Domingo” é uma palavra portuguesa que vem do latim. Significa “dia do Senhor”. O domingo é o primeiro dia da semana, dia da ressurreição do Senhor (ver Jo 20,1). O domingo suplantou o sábado, o sétimo dia da semana, agora, depois da Ressurreição do Senhor, apenas sombra das coisas que deviam vir (Cl 2,16.17).

No Novo Testamento, para os cristãos, o domingo é o Dia do Senhor, o primeiro da semana, o dia principal da celebração litúrgica, o dia também da alegria, do repouso, da família, um dia, enfim, particularmente apropriado para o estudo da Palavra de Deus e para o exercício da caridade cristã.

141 Onde se celebra a liturgia?

No templo de pedras vivas que somos nós, edificados em Igreja sobre a Pedra fundamental, o Cristo (ver 1Pe 2,5).

Como precisamos de lugares para nos reunir, quanto possível preferimos fazê-lo em lugares amplos e belos, conforme a palavra do Senhor Jesus a seus discípulos, mandando-os providenciar uma sala grande e ornada (Lc 22,11-13) para a Última Ceia. Chamamos a estes edifícios de “igrejas”.

A Igreja “matriz”, é a Igreja “mãe” da paróquia. A Igreja “catedral” é a Igreja onde o Bispo da Igreja local tem a sua “cátedra” ou “cadeira” como responsável pela evangelização e doutrina. “Basílica” é uma Igreja especialmente querida por suas proporções e beleza, como, no Brasil, a Basílica de Aparecida. Chamamos de “santuário” uma igreja muito procurada pelos fiéis em peregrinação, como os santuários de Fátima ou de Lurdes.

“Capela” é uma igreja pequena. Seu nome vem de “pequena capa”, e sua origem é de uma igrejinha na França antiga, onde se venerou de uma capa que São Martinho dividira com um pobre. Outras igrejinhas semelhantes ficaram sendo chamadas de “capelas”.