Coisas da Bíblia – Levítico: o “sagrado” e o “santo”
abril 19, 2013
Arroz & Arroz
abril 19, 2013

Coisas da Bíblia – Levítico: o Código da Santidade se ocupa da vida humana (Lv 17-26) – 1

Coisas da Bíblia

Levítico: o Código da Santidade se ocupa da vida humana (Lv 17-26) – 1

jumento

Na legislação do Livro do Êxodo já encontramos a semente do Código da Santidade do Livro do Levítico. O mesmo Espírito vai educando o povo. Nem o que está escrito no Êxodo, no Levítico ou no Deuteronômio é a “última palavra”. A “última palavra”, a palavra definitiva é Jesus, o Verbo, a Palavra de Deus que se fez carne e habitou entre nós (ver Jo 1,1-14)!

Tomemos um exemplo do Êxodo, em que já podemos perceber o amor ao inimigo do Sermão da Montanha, e, também, podemos perceber com que se ocupa o Código da Santidade do Levítico e, mais tarde, os Profetas. Trata-se de alguém que encontra, perdido no deserto o jumento de um inimigo seu. O que manda a lei? “Tu o levarás a seu dono”. E se, no caminho, encontrar o jumento do inimigo arreado pelo peso da carga e o cansaço? “Não passes ao largo! Presta-lhe ajuda!” (ver Ex 23,4-5). Nos versículos anteriores (Ex 23,2-3) encontraremos um impulso de justiça verdadeira, que, até nossos dias, seria uma bênção para os humildes: “Não tomarás o partido dos poderosos para fazer o mal. Não farás declarações num processo, tomando o partido dos poderosos e violando o direito. Não favorecerás o poderoso em sua causa”.

Se quisermos ler com proveito o Código de Santidade do Levítico, temos de abrir os olhos para as condições de vida de um povo que ainda era de pastores. Normas sobre matar os animais, podem nos parecer sem interesse. Ou outras sobre as relações sexuais. Na verdade, o povo aprende a não viver “de qualquer jeito”, mas de um modo decente, regulado, democraticamente obrigado a todos. O Povo de Israel vai sendo educado a obedecer não aos caprichos dos poderosos, ao arbítrio das modas e ideologias, ou do que os cientistas de uma época pensam que é definitivo, mas a aceitar o governo impessoal da lei, igualando todos, e, assim, agradando e servindo a Deus.

Mas fácil será entender a decência na família (ver Lv 18,6-23): ninguém deve ter relações sexuais com parentes próximos (mãe, pai, irmãos, netos, tios, nora, cunhada…). Também não são aceitáveis relações com uma pessoa do povo, sem compromisso conjugal. O versículo 22 causa muita dificuldade nos nossos dias: “Não te deitarás (homem) com outro homem, como se ele fosse mulher. É uma abominação”.