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Coisas da Bíblia: O menino salvo das águas

Pe. Paiva, SJ

moises_salvoNa beira do Nilo, que vai se espraiando para formar o seu delta – a foz de muitos braços pela qual joga suas águas no mar Mediterrâneo – há lugares bons para tomar banho, e também bonitas moitas de papiro.

Um homem da tribo de Levi casou-se. Foram os dois abençoados com o nascimento de um garoto robusto e bonito. Bonito pelo menos, aos olhos dos pais amorosos! Por três meses, esconderam o nascimento, cuidando do bebê no maior segredo, para evitar que os guardas do faraó viessem e o matassem.

Não sabemos se o povo hebreu daqueles tempos já cantava o Salmo 18: “Já me recobriam as ondas da morte, as torrentes de Belial (torrentes infernais!) já me engoliam (…). Invoquei ao Senhor na minha angústia, e para meu Deus clamei com toda a força! Ele ouviu minha voz, de seu templo celeste, e meu forte clamor lhe chegou aos ouvidos”. Mesmo que os pais do hebreuzinho não conhecessem este salmo, certamente rezaram de coração pela sua vida.

Os contadores de histórias de Israel fizeram chegar até os redatores do Livro do Êxodo, e estes nos transmitiram que, “não podendo esconder o menino por mais tempo”, a mãezinha “tomou uma cesta de vime, calafetou-a com betume e piche, e a depositou entre os caniços, junto às margens do Nilo”. Foi então que a Providência de Deus se manifestou de um modo surpreendente: a filha do faraó com suas servidoras e amigas foi banhar-se nas águas do rio. Uma das escravas, passeando, viu a cestinha, ouviu o chorinho da criança, e a recolheu, levando-a a sua senhora. Quem disse que não há bondade no mundo? A princesa, comovida, o adotou (Ex 2,1-10). Como se reza no Salmo 18: “Salve, ó Senhor que nos governas! Tu nos respondes no dia em que Te invocamos!”.