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Coisas da Bíblia: Vento Leste

Vento Leste (Ex13-14)

Imaginemos aquela tropa de gente, guiada por Moisés, que a conduzia por uma língua de areia, separando lagoas salobras, cheias de juncos, o “Mar dos Juncos” (Ex 13,18), do mar Mediterrâneo. Ali não havia fortalezas, mas era preciso esperar o vento leste (Ex 14,21) para passar pela restinga, frequentemente coberta pelas águas. Graças a Deus, o vento do oriente soprou toda a noite e puderam todos passar com segurança.

Enquanto isto, na corte do Faraó, como frequentemente acontece, o partido dos que lamentavam a perda da mão de obra barata, prevaleceu e Faraó, como também frequentemente sucede com os poderosos desta terra, mudou de ideia. Mandou seus carros de combate e sua cavalaria, tanger de volta os hebreus.

Percebendo a aproximação da força egípcia, muitos começaram a reclamar. Somos assim: facilmente mudamos de humor, quando as coisas não correm com a facilidade e prontidão que desejamos. Moisés, contudo, permaneceu firme. Sabia que à frente estava um futuro luminoso e render-se levaria a uma situação de desgraça. Para povos que viviam no deserto ou nas suas beiras, a nuvem é símbolo de bênção e fecundidade divinas, sinal da Providência do Deus Vivo, que zomba das tramas dos poderosos (Sl 2,1). A Providência barra o caminho dos maus e abre o caminho para seus protegidos. É Nuvem escura para os perseguidores, Nuvem luminosa para os perseguidos.

Assim foi que os fugitivos passaram, onde os carros de guerra do Faraó se atolaram e foram cobertos pelas águas, quando o vento cessou. Então, até os que reclamavam de Moisés, partilharam um alegre cântico de vitória (Ex15).