Do Japão ao Vaticano, 400 anos depois dos samurais
novembro 3, 2015
Uma cristã queimada viva por romper o namoro com um muçulmano: um caso entre muitos
novembro 5, 2015

Débora: uma mulher julga Israel!

Juízes: Israel é libertada através de uma mulher!

Otoniel e Samgar eram filhos de casamentos mistos. Eúd era canhoto. O Autor dos Juízes vai acumulando fatos para refletir e fazer refletir que a Providência derruba os poderosos e eleva os humildes, como iria cantar a Virgem Santíssima. Agora ele nos faz contemplar a ação divina por meio de uma mulher: Débora. Não pensemos nas mulheres de Israel como em odaliscas dos haréns orientais. No Livro dos Provérbios se recolhe um belo poema de Lemuel, rei de Massa, tão antigo que nem sabemos muito bem quem foi ele, nem qual era o seu reino. Ele louva a mulher empreendedora, que dirige a casa, cuida bem dos empregados, compra e vende até terrenos, tem sua indústria doméstica, e é elogiada pelo marido, que, por sua vez, é admirado pelos companheiros nas rodas de amigos, junto às portas da cidade (ver Pv 31).

Débora (ver Jz 4 e 5) nos é apresentada como uma pessoa carismática, profetisa, casada com Lapidot, sentada à sombra de uma palmeira, no caminho “entre Ramá e Betel, na montanha de Efraim, e os filhos de Israel subiam a ela para o julgamento”. Suas decisões tinham a força moral suficiente para que a tivessem como árbitro nos problemas do dia a dia das tribos. Nos seus dias, elas sofriam a dominação de Jabin, rei cananeu de Hasor, cidade próxima do Mar da Galileia.

Sobre Hasor, que, no Livro de Josué é dada como vencida e destruída por Josué, temos um problema. Considera-se que esta referência é uma interpolação. Ou, talvez, Hasor se tornou o nome símbolo para as coligações dos reizetes galileus…

No Livro dos Juízes, Débora enfrenta o poderio dos dominadores, convocando um guerrilheiro, Barac. Ele, contudo, só aceita reunir os homens de Israel se Débora o acompanhar: ela, a seus olhos e do povo, é a garantia de que Deus estará com as tropas.