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Deuteronômio: A Morte de Moisés

A Carta aos Hebreus (11,23-29) louva Moisés e proclama sua Fé. Assim ele é tido como justo, servidor de Deus. Vale à pena ler o elogio deste homem santo: “Pela fé, Moisés, recém-nascido, foi ocultado durante três meses pelos seus pais, que viram a beleza do bebê e não temeram o decreto do rei. Pela fé, Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó. Ele preferiu tomar parte nos sofrimentos do povo de Deus a desfrutar as delícias passageiras do pecado. Tinha por maior riqueza enfrentar desonra como Cristo do que os tesouros do Egito, pois fixava os olhos na recompensa futura. Foi pela fé que Moisés deixou o Egito, sem medo das iras do rei, e permaneceu firme no seu propósito, como se visse o invisível. Foi pela fé que celebrou a Páscoa e fez a aspersão com o sangue, para o Exterminador poupasse os primogênitos de Israel. Foi pela fé que eles atravessaram o Mar Vermelho como terra firme…”.

Há outro elogio nas Escrituras inspiradas a Moisés: “(Deus) fez sair de Jacó um homem de bem, que gozou favor aos olhos de todos, amado de Deus e dos homens, Moisés, cuja memória é abençoada. Concedeu-lhe glória igual à de seus Anjos (…). Por causa de sua fidelidade e brandura, Deus o consagrou (…). Deu-lhe, face a face, os mandamentos e uma lei de vida e inteligência, para ensinar Suas prescrições a Jacó, Seus decretos a Israel” (ver Eclo 45,1-5).

O Autor das linhas finais do Livro do Deuteronômio recorda que “Moisés, Servo de Deus, morreu lá, no país de Moab, conforme o oráculo do Senhor. Foi sepultado no vale, no país de Moab, em frente a Fegor, Ninguém soube do seu sepulcro até hoje (…) Não mais surgiu em Israel profeta igual a Javé, ele que o Senhor conhecia face a face…” (ver Dt 34, 5-10).