No tempo do rei Josias (622 a.C.)
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Deuteronômio: Deus não deixa Moisés desistir (Dt 4)

Ali, na planura de Moab, à vista da velha Canaã, agora a nova pátria que lhes era dada, Moisés insistiu na Promessa e na Lei, no serviço de Deus Justo e Generoso. Os pequenos tiranos que dominavam Canaã, representantes falsos de falsos deuses, deuses assassinos, deveriam ser substituídos por uma nova sociedade de justiça e direito, iluminados pela revelação do Sinai.

A idolatria é assassina. Atrás dos ídolos, sobretudo atrás do ídolo do Dinheiro (Mt 6,24; Lc 16,13) se oculta o egoísmo das pessoas e das classes: “Jesus lhes disse: ‘Os reis das nações as governam, e os que exercem autoridade sobre elas se fazem chamar de benfeitores. Que não seja assim convosco. Pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor’” (Lc 22,25-26).

A idolatria, em particular a dos povos de Canaã (“Palestina”), era homicida. Um dos seus costumes exigia que bebês fossem mortos e enterrados nos alicerces das novas muralhas e novas casas. Em ocasião de crises, mesmo os civilizados e cultos fenícios, atiravam os filhos primogênitos nas fogueiras de Baal, culto terrível, que seduziria muitas vezes o povo de Israel e elevaria a indignação dos profetas (ver Jr 7,32; 19,6ss). Não os desprezemos. Não são mais pecadores do que nós, que nos julgamos modernos e evoluídos. Nós também sacrificamos vidas ao interesse próprio, de classe ou a razões políticas.

O discurso de Moisés, seu testamento, em nome de Deus Justo e Misericordioso, é válido até hoje porque a maior parte de seus preceitos aponta para uma sociedade em que a honestidade, a verdade, o equilíbrio, também social e econômico, devem prevalecer. Tudo isto continua provocando profundos debates e reflexões no Estado de Israel contemporâneo e em todas as sinagogas do mundo. É bom fermento! Nós, cristãos, se lemos o Deuteronômio com bons olhos, reconhecemos nele as sementes do Evangelho do Reino e do Sermão da Montanha (Mt 5 a 7).