Bifes: “steak”; abafados; “rom-rom”; empanados; enrolados
novembro 10, 2015
No tempo de Débora, a Juíza de Israel, outra heroína: Jael
novembro 17, 2015

EXORTAÇÕES DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

EXORTAÇÕES DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, O POBREZINHO DE DEUS

1. DO TESTAMENTO

Os que nos causam amargura são apelos de Cristo para nossa conversão

Foi assim que o Senhor concedeu a mim, freei Francisco, começar a fazer penitência: como eu estivesse em pecados, parecia-me sobremaneira amargo ver leprosos. E o próprio Senhor me conduziu entre eles e fiz misericórdia com eles. E, afastando-me deles, aquilo que me parecia amargo se me converteu em doçura de alma e de corpo.

Fé católica

E o Senhor me deu tanta fé nas igrejas que simplesmente eu orava e dizia: “Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas igrejas que há em todo o mundo, e vos bendizemos, porque por vossa santa Cruz remistes o mundo”.

Depois, o Senhor me deu tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a forma da Santa Igreja Romana – por causa da ordem deles – que, se me perseguirem, quero recorrer a eles. E se eu tivesse tanta sabedoria quanto Salomão e encontrasse sacerdotes pobrezinhos neste mundo não quero pregar nas paróquias em que eles moram, passando por cima da vontade deles. E a eles e a todos os outros, quero amar e honrar como a meus senhores. E não quero considerar neles o pecado, porque vejo neles o Filho de Deus e eles são meus senhores. E ajo desta maneira, porque nada vejo corporalmente neste mundo do mesmo Altíssimo Filho de Deus, a não ser seu Santíssimo Corpo e Seu Santíssimo Sangue, que eles recebem e só eles ministram aos outros.

E quero que estes Santíssimos Mistérios sejam honrados e venerados acima de tudo e colocados em lugares preciosos. Os santíssimos Nomes e palavras dele escritos, se por acaso eu os encontrar em lugares inconvenientes, quero recolhê-los e rogo que sejam recolhidos e colocados em lugar honesto. E a todos os teólogos e aos que ministram as santíssimas palavras divinas devemos honrar e venerar como quem nos ministra “espírito e vida” (ver Jo 6,64).

Vida evangélica

O Altíssimo mesmo me revelou que eu deveria viver segundo a forma do Santo Evangelho. E eu o fiz escrever com poucas palavras e de modo simples, e o senhor papa mo confirmou E aqueles que vinham para assumir esta vida davam aos pobres “tudo o que podiam ter” (ver Tb 1,3), e estavam contentes com um só túnica… E mais não queríamos ter … de boa vontade ficávamos nas igrejas … éramos iletrados e submissos a todos. E eu trabalhava com minhas mãos (cf. At 20,34) e quero trabalhar, e quero firmemente que todos os outros irmãos trabalhem num ofício que convenha à honestidade. Os que não sabem trabalhar aprendam, não pelo desejo de receber o salário do trabalho, mas por causa do exemplo e para afasta a ociosidade. E quando não nos for dado salário, recorramos à mesa do Senhor, pedindo esmolas de porta em porta…

Esta é uma recordação, uma admoestação, uma exortação e o meu testamento que eu, Frei Francisco pequenino, faço para vós, meus irmãos benditos, para que observemos mais catolicamente a regra, que prometemos ao Senhor.

2. DA CARTA AOS CLÉRIGOS (1ª RECENSÃO)

Estejamos atentos todos nós, clérigos, ao grande pecado e ignorância que alguns tem com o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e para com os Seus Santíssimos Nomes e palavras escritos, que santificam o corpo. Sabemos que não pode estar presente o Corpo se não for antes “santificado pela palavra” (1Tm 4,5), Pois nada temos e vemos corporalmente neste mundo do próprio Altíssimo, a não ser o Corpo e Sangue, Nomes e palavras pelos quais fomos criados e “remidos da morte para a vida” (1Jo 3,14).

Todos aqueles que ministram tão santos Mistérios, especialmente o que os ministram de maneira ilícita, considerem em seu íntimo como são de má qualidade os cálices, os corporais e as toalhas em que se sacrifica o Corpo e o Sangue de Cristo. E por muitos é colocado e deixado em lugares vis, levado de maneira deplorável, consumido de modo indigno e ministrado indiscretamente (…)

Não nos movemos de piedade por causa de todas estas coisas, quando o próprio piedoso Senhor se oferece em nossas mãos e nó o tratamos e recebemos diariamente em nossa boca? Por acaso ignoramos que devemos cair em Suas Mãos? Portanto,e emendemo-nos depressa e firmemente de todas essas coisas e de outras.

Os textos de São Francisco são extraídos de “Fontes Franciscanas e Clarianas”, Vozes, Petrópolis / RJ, 2004.
R.Paiva, SJ