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Fica ou sai? Líderes religiosos aconselham os ingleses a votar pelo “fica”!

Saída da Inglaterra da União Europeia.

Líderes religiosos aconselham a permanência da Inglaterra na Europa, como resultado do plebiscito de 23 de junho próximo.

05/06/2016
LUCA ROLANDI

La Stampa-  Vatican Insider
ROMA

Em carta aberta, 37 líderes religiosos da Inglaterra defenderam a necessidade do país continuar a integrar a caminhada da Europa para maior integração. Enquanto prosseguia a campanha pelo rompimento com a União Européia (“Brexit”), faltando apenas três semanas para o plebiscito, as Igrejas Anglicana, Católica, Evangélica, mas líderes islâmicos e hebraicos convidaram todos à reflexão e à responsabilidade, em uma carta publicada no diário “The Observer”, e republicada no periódico francês “La Vie”. Eles insistem que se continue a trabalhar pela unidade do “Velho Continente”: “A fé nos pede para construirmos pontes e integrar”, se lê no apelo a “não nos isolarmos, nem construirmos barreiras”.

A União Europeia, apesar de muitas dificuldades e derrotas políticas, afirmam os representantes das religiões, “é essencial para preservar a paz”. Os signatários, entre eles o Arcebispo de Cantuária (“Canterbury”), Rowan Willians, prosseguem o documento apelando aos cidadãos do Reino Unido “a unirem as forças para se oporem ao movimento pela saída da Grã Bretanha da União Europeia (“Brexit”), porque ela é essencial para preservar a paz, para a luta contra a pobreza, e contra a trágica situação das migrações forçadas (…) Como líderes e altos representantes das comunidades religiosas exortamos nostrs companheiros de fé e outras pessoas a refletirem sobre as consequências de um voto pela saída”.

No apelo, é recordado que os últimos 70 anos são o período mais longo de paz na Europa. As instituições, apesar das crises e quedas, permitiram que se trabalhasse em união e compreender que as diferenças podem ser uma riqueza, e que o mútuo e comum auxílio “aumentam a segurança para todos”. No documento é afirmado que se necessita “unir a Europa, sobretudo em torno dos valores da vida, da tolerância, a comum partilha de valores e perspectivas, para evitar que somente aspectos econômicos sejam os únicos muito frágeis elos da unidade. Muitos dos desafios que temos por diante, hoje podem ser enfrentados no contexto europeu, num contexto maior, de globalização: da luta contra a pobreza nos países menos desenvolvidos, à batalha contra as mudanças climáticas, criando estabilidade, essencial no empenho contra as crises migratórias atuais”.

Concluindo, os líderes religiosos escrevem: “Esperamos que os eleitores no dia 23 de junho sejam conscientes de que, se minarem as instituições internacionais, será muito mais difícil atingir os objetivos de um mundo mais livre, tolerante, despoluído e seguro”.