As indulgências do Santo Rosário e do Terço
abril 18, 2013
CREIO EM JESUS CRISTO, UM SÓ SEU FILHO, NOSSO SENHOR
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Indulgências no Ano da Fé

cruzImagine que alguém calunie e faça o colega perder o emprego. Depois, arrependido, ele se confessa e cumpre a penitência. Mas não tem jeito de devolver o emprego ao prejudicado.

Outro exemplo: o ofendido já morreu, não esperando pelo arrependimento do confessor. Não só em casos assim, mas em muito outros, não temos como reparar o dano causado por nossa malícia. Na verdade o pecado grave tem dupla conseqüência: ele corta nossa relação com Deus, Bondade e Justiça e merece a condenação e pena e pena eternas. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, pede e exige purificação: purgatório, pena temporal. Estas situações são fruto das atitudes livres do pecador. Na sua misericórdia, o Senhor trabalha para a conversão.

Uma conversão, que nasça de uma caridade ardente, pode chegar a uma total purificação do pecador, de tal modo que não haja nenhuma pena. Contudo, se o perdão dos pecados elimina a pena eterna, restam as penas temporais. Elas podem ser remidas pela aceitação dos sofrimentos desta vida em união com os de Nosso Salvador; pelas obras de misericórdia e de caridade.

Para estimular esta purificação e as boas obras, a Igreja, Esposa de Cristo, ciente do seu poder de ligar e desligar, oferece indulgências: elas não perdoam pecados, mas resgatam as penas temporais devidas pelos pecados (ver Catecismo da Igreja Católica, 1471 e 1472).

No Ano da Fé (11.10.12 – 24.13.13), você pode ganhar indulgência plenária (completa) das penas temporais por seus pecados de várias maneiras. Mas lembre-se: deve estar arrependido, confessar de modo devido, comungar e orar pelas intenções do Santo Padre! Agora, alguns modos para ganhar estas indulgências do Ano da Fé, em seu favor e também na de pessoas queridas ou necessitadas: “cada vez que participarem em pelo menos 3 momentos de pregação de Missões Sagradas ou 3 aulas sobre os documentos do Concílio Vaticano II ou sobre pontos do Catecismo da Igreja Católica; visitarem como peregrinos uma Basílica Papal, ou uma catacumba cristã, uma Catedral ou lugar sagrado determinado pelo Bispo Diocesano, ali participando de alguma missão sagrada, ou, pelo menos, passarem algum tempo em meditação, concluindo com o Pai Nosso, o Credo, invocando a Virgem Santíssima, ou, segundo o caso, os Santos Apóstolos, Santos Padroeiros; cada vez que, nos dias determinados pelo Bispo Diocesano, participarem em Missa solene ou Liturgia das Horas, acrescentando a oração do Credo; num dia a escolha de visita piedosa ao lugar onde a pessoa, que deseja a indulgência, tiver sido batizada. Além disso, num dia oportuno, os Bispos Diocesanos poderão dar a Bênção Papal, com a indulgência plenária (total!) para os fiéis que receberem com devoção esta Bênção (ver L’Osservatore Romano, edição portuguesa, 06.10.12, p.4).