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agosto 12, 2015

Israel, depois de Josué, se dispersa pela Terra Prometida “em suas tendas”

Os filhos de Israel são provados

Houve um filme épico americano intitulado “Nasce uma nação”. O Livro de Juízes, a seu modo e em seu tempo, mostra-nos como Israel, vacilantemente, foi se firmando nem cenário difícil: “Acendeu-se, então, contra Israel a ira do Senhor, que disse: ‘Visto que este povo transgrediu a minha Aliança (…) não expulsarei diante deles nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu’. Assim, portanto, por meio delas, Israel será posto à prova… (ver Jz 2,20-23).

O capítulo 3 abre com a lista dos povos que resistiram aos invasores e nos mostra “os filhos de Israel habitando entre os cananeus, os heteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus os jebuseus”. Houve casamentos mistos e a idolatria se alastrou entre os hebreus (ver Jz 3,1-6). A leitura destes versículos nos prepara para acompanhar a obra do amor fiel do Senhor: mesmo traído e ferido, Ele vai suscitando libertadores do povo.

O primeiro juiz lembrado foi Otoniel, filho de um destes casamentos mistos, pois seu pai era um cenezeu. Otoniel libertou o povo das mãos dos edomitas, vencendo seu rei: Cucham Rasataim: “O país ficou então em paz durante 40 anos”, quer dizer, o tempo de uma geração (ver Jz 3,1-11).

Os relatos não se sucedem cronologicamente, mas segundo um esquema “teológico”, destinado a lembrar aos contemporâneos do Autor que a infidelidade ao Senhor e a idolatria são as causas das desgraças do povo, de suas submissões aos opressores, e que só Deus é o verdadeiro libertador, nunca os ídolos. Alguns juízes parecem ter sido apenas líderes locais, e suas façanhas restritas a uma parte do povo.