O olhar de Jesus
Abril 20, 2016
Bom Pastor
Abril 23, 2016

Jesus, o Cordeiro de Deus

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
Sermo 155,5-6; PL 38,843-844
Quarta-feira, 4ª Semana TP

“Como sabeis, o povo hebreu celebrava a Páscoa com a imolação do cordeiro e os pães sem fermento (ázimos). A imolação era figura do sacrifício de Cristo. Os pães ázimos significavam avida nova, sem a velhice do fermento. Por isso, o Apóstolo (Paulo) nos recomenda: ‘Jogai fora o velho fermento. De fato, nosso Cordeiro Pascal, o Cristo, foi imolado'” (1Cor 5,7).

Bom Jesus, já não comemos tantos cordeiros como Tua gente, naqueles tempos e lugares. E nem sempre estamos lembrados do cordeiro, dado por Teu Pai e que substituiu o jovem Isaac, no sacrifício de Abraão. Estas imolações de animais ficaram muito para trás e nem sabemos muito bem porque o Batista e nós, nas Missas, Te chamamos de “Cordeiro de Deus”. Mas sabemos que deste Tua vida por nós, Tua Carne e Teu Sangue. Em cada Eucaristia temos Teu Corpo dado, Teu Sangue derramado! Nós Te damos graça por tão devotado amor, pois Tu Te fazes nosso alimento para o caminho estreito rumo às moradas da Casa do Pai, no sopro bom do Espírito Santo!

“Portanto, o povo hebreu não celebrava a Páscoa ano esplendor da luz, mas no simbolismo da sombra. Cinquenta dias depois de celebrada a Páscoa, a Lei, escrita pelo dedo de Deus, tinha sido dada no Monte Sinai”.

E somos agradecidos pelos Teus Dez Mandamentos! Dá-nos, na força total do Teu Espírito, que nós os amemos e os vivamos, dia a dia. São luzes que sinalizam a passagem segura, a Páscoa verdadeira, para chegarmos, logo, logo, ao Céu, à vida do Amor completo!

“Mas chegou a Páscoa verdadeira e Cristo foi imolado. Fez-se a passagem da morte para a vida, pois ‘páscoa’, em hebraico, significa ‘passagem’. Foi o que expressou o Evangelista ao escrever: ‘Sabendo que tinha chegado a Hora de passar do mundo ao Pai’ (Jo 13,2). Celebrou-se, portanto, a Páscoa, e Jesus ressuscitou. Passou da morte para a vida – isso é a Páscoa. Transcorreram cinquenta dias, e veio o Espírito Santo, o Dedo de Deus.”

Verdadeiramente ressuscitaste! Aleluia! Há, entre nós, que diga que foste um bom homem, mas que morreste e só deixaste uma lembrança, que nós, cristãos, divinizamos. Mas, bem sabemos, que não temos de Ti uma lembrança, que vai se desfazendo com o passar dos tempos. Temos os momentos deliciosos de encontros contigo, como o de Saulo, na estrada de Damasco. Temos Tua Presença, ou como com Tomé, forte, questionadora, ou pacificadora, como com os discípulos famosos de Emaús. Assim, sempre de novo, a cada geração, Bom Pastor, Tu vais reunindo e aumentando Teu rebanho. Por Ti, em Ti e contigo, sigamos adiante, pelo caminho estreito do divino serviço, fazendo o bem sem olhar a quem, firmes na Fé, alegres na Esperança, renovados na Caridade! Amém!