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Josué e a batalha nas ruínas: Haï

Haï, ao norte de Jerusalém

Conquistas de Josué

Depois de Jericó, Josué teria conquistado Haí, “A Ruína”. Coisa difícil de entender para os pesquisadores! Haí já seria uma cidade arruinada e desabitada no tempo da entrada dos hebreus liderados por Josué na Terra Prometida. O local já estaria abandonado mesmo no tempo de Abraão (ver Gn 12,8 e 13,3). Até este ponto vão juntos todos os estudiosos. Depois se dividem em possíveis explicações. Mas, quem sabe se os guerreiros de Betel terão usado esta posição para bloquear o caminho dos invasores e as antigas ruínas tenham sido mudas testemunhas de um combate? Esta luta foi mantida na memória como um grande evento, pois abriu passagem para as tribos avançarem.

De fato, o relato do Livro de Josué é muito contrastante com o do Livro dos Juízes. O Autor do Livro de Josué parece fazer um sumário de todo um período de lutas, avanços e recuos, colocando toda a ocupação do território sob o signo de seu pioneiro, o heróico sucessor de Moisés, Josué. No Livro dos Juízes, antiquíssimas narrativas relembram a realidade de guerrilhas de infiltração, ocupações mais ou menos pacíficas, casamentos mistos, até que, passados séculos, os hebreus se tornaram senhores da terra. Os habitantes cananeus não sumiram de uma vez. Pelo contrário! Sua presença e cultura muitas vezes seduziram o povo e o induziram à idolatria.

Mas estes livros, chamados também de “profetas anteriores”, nunca pretenderam ser manuais de história. Eram chamamentos à leitura da história como dom de Deus, sempre cumpridor da Promessa feita a Abraão (ver Gn 12,1-3). Daí também que, acreditando na Providência de Deus, atribuíam a Ele matanças e apedrejamentos. Foi um longo caminho até o Profeta fazer cantar uma palavra do Senhor: “Quero misericórdia, e não sacrifícios” (ver Os 6,6); palavra tornada definitiva por Jesus: “Sede misericordiosos como o Pai é misericordioso” (Lc 6,36).