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Josué e Jericó (Js 1-4)

O Livro dos Juízes apresenta a imagem de uma ocupação lenta e laboriosa da Terra Prometida. No Livro de Josué a história verdadeira parece transfigurada em lances heróicos e até sangrentos. As escavações arqueológicas e estudos pormenorizados da história do povo hebreu, demonstram que, na época da chegada das tribos ao rio Jordão (entre 1250 e 1200 a.C.), a antiquíssima Jericó (talvez a mais antiga cidade do mundo) estava destruída. Logo não seria possível que suas muralhas tivessem ruído ao toque das trombetas, grande final de uma liturgia de procissões com a Arca. Se o Livro de Josué é, como tudo indica, um livro escrito muito tempo depois dos acontecimentos, com intenção de revisitar a mal conhecida história das origens para inspirar confiança a seus contemporâneos, louvando a Mão poderosa do Senhor e seu Braço estendido, então se compreende facilmente e se pode ler com proveito este épico bíblico, como se fosse a narrativa poética de Camões da viagem às Índias de Vasco da Gama. A poesia revela a história, mas do seu jeito, transfigurada.

De certo, para nômades que vinham de Moab, terra árida e difícil, a entrada pela fértil planície de Jericó era o mais evidente. Por seu lado, estas terras tão fecundas e irrigadas – mesmo que a cidade fortificada estivesse em ruínas – não seriam deixadas sem cultivo. Há poucas ou nenhumas dúvidas a respeito: elas tinham moradores, tinham alguma defesa. No momento, temos mais perguntas que respostas Reconhecemos em que os tempos passados, por causa de sua repercussão faz com que sejam vistos como momentos maravilhosos.