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Leitura Orante: Firmemo-nos na bênção! Da Carta aos Coríntios de São Clemente I, Papa *

– Com decisão, firmemo-nos na bênção de Deus e procuremos ver quais os caminhos desta bênção. Com toda atenção, repassemos no espírito aquilo que, desde o início, se fez. Por que motivo foi abençoado nosso Pai Abraão? Não foi porque realizou a justiça e a verdade pela Fé? Isaac, cheio de confiança, embora soubesse o que ia acontecer, de bom grado, deixou-se oferecer em sacrifício. Jacó, com humildade, afastou-se de sua terra, por causa de seu irmão, e partiu para morar com Labão, a quem serviu. Por isso lhe foram dados os doze cetros de Israel [os doze filhos, patriarcas das doze tribos].

Rezemos: Ó Deus de nossos Pais, Deus de Abraão, Isaac e Jacó, Deus dos vivos e não dos mortos (ver Mt 22,31-32), que possamos rever a rua de nossa vida e acreditar com firmeza na Tua Bênção! Que cada um de nós assuma a vocação de Abraão ( ver Gn 12,2) de ser bênção para todos os demais!

[Talvez ajude um exame de consciência: estou sendo espinho ou bênção para os demais, a começar pelos meus familiares, colegas, comunidade? Sou responsável diante de meus deveres de cidadania?]

– Se alguém considerar, um a um, honestamente, os dons concedidos através de Abraão, entenderá sua grandeza. Por que dele vêm todos os sacerdotes e levitas, servidores do Altar de Deus. Dele, segundo a carne, veio Noss Senhor Jesus. Dele vieram os príncipes e chefes de cada família de Judá, e isto sem que as outras tribos tenham tido menos honra, pois o Senhor prometeu a Abraão: “A tua posteridade será numerosa como as estrelas do céu” (ver Gn 22,17; 26,4; 32,12). Todos esses alcançaram glória e majestade não por obras ou ações que tenham praticado, mas por vontade do Senhor.

Rezemos: Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor, certamente nossas obras até depõem contra nós! Os Patriarcas, os filhos de Jacó Israel fizeram o que é mal a Teus olhos, mas Tua Bênção passou por eles e nos atinge, como cantou a Mãe Admirável: “Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre os que o temem” (Lc 1,50). Tua bênção não é paga nem recompensa, mas pura gratuidade e misericórdia! Aleluia!

– Também nós, chamados por esta vontade, em Cristo Jesus, não nos justificamos a nós mesmos por causa de nossa sabedoria, ou inteligência, ou piedade, ou por ações que tenhamos realizado pela santidade do coração, mas apenas pela Fé, por qual Deus Onipotente a todos justificou desde o início. A Ele a glória pelos séculos dos séculos, amém!

Rezemos: Tantas vezes insistiu conosco o Apóstolo Paulo: “O justo viverá pela Fé” (ver Rm 1,17); “O homem é justificado pela fé” (ver Rm 3,28), etc. Tu também, Mestre, foste claro: “Sem Mim nada podeis fazer” (ver Jo 15,5). Até o arrependimento é um graça e iluminação Tua! Dá-nos corações gratos e humildes! Que sejamos reconhecidos, pois Tu nos chamaste à vida e à Fé! Amém!

– Que faremos então, irmãos? Vamos deixar de lado as boas obras e abrir mão da caridade? De jeito nenhum! Que o Senhor não permita! Mas, com zelo e alegre coragem, apressemo-nos em realizar tudo o que for bom. Pois o Realizador e Senhor de tudo se alegra com Suas obras. Por seu altíssimo e imenso poder estendeu os céus e, com incomensurável sabedoria, os adornou. Separou a terra das águas que a rodeavam e, sobre o imóvel fundamento da Sua vontade, firmou-a. Por Sua determinação, os animais que a povoam começaram a existir. Igualmente, tendo criado o mar e tudo o que nele vive, abraça-os com Seu poder.

– Rezemos: Tudo o que existe, como cada um de nós, começou. De onde começou, se não de Teu imenso Amor, nosso imenso Bem! Mesmo que as coisas tenham vindo indefinidamente umas das outras, elas se acabam! Não são eternas, como Tu, ó Trindade Eterna! Abraça-nos com Teu poder, que é puro Amor, sem arrogância nem prepotência!

– Acima de tudo, Suas puras e santas mãos formaram a criatura por excelência, dotada de entendimento e razão: o ser humano! “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. E Deus “criou o homem, homem e mulher os criou” (ver Gn 1,26-27). Terminadas todas essas coisas, louvou-as e as abençoou, dizendo: “Crescei e multiplicai-vos” (ver Gn 1,28). Observemos que todos os justos se têm adornado de boas obras, e o próprio Senhor adornando-se, alegrou-se com a beleza da Sua criação. Diante, pois, de tal modelo, caminhemos atentos à sua vontade e façamos, com todas as nossas forças, obras de justiça.

Rezemos: Meu bom Criador, que maravilha sou eu, pois Tu olhaste para mim também, obra de Tuas Mãos, fruto de Tua formosa vontade e me louvaste! Como seríamos ingratos e mentirosos se não Te reconhecêssemos como nosso melhor Amigo e nos recusássemos a Te bendizer e louvar! Que correspondamos a Teu imenso amor, empenhando-nos, com Tua graça, em realizar as obras de justiça, aproveitando toda oportunidade que surgir na rua de nossa vida! Amém, aleluia!

* Ofício das Horas, Sábado da 1ª Semana do Tempo Comum