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“Levítico”

O nome deste livro lembra a tribo de Levi, um dos Patriarcas, filhos de Jacó – Israel, que não deveria ter um território próprio, mas viveria misturada com as outras tribos e separada para o serviço do culto ao Senhor Deus (ver Dt 338-11; Js 21,1-8). Moisés e Aarão eram da tribo de Levi (ver Ex 2,1-10). Como a Aarão e filhos foi conferida a missão sacerdotal (ver Ex 28,1-5 e 39-43), eles e seus descendentes mais diretos foram, aos poucos ocupando posição superior, e os demais descendentes de Levi relegados a funções menores do culto da Tenda e, depois, do Templo. No tempo do Exílio da Babilônia, um levita, Sadoc, parece deter o privilégio do sacerdócio mais graduado (ver Ez 40,46; 43,19; 44,15). A explicação é dada a partir da alegação de que ele e sua família foi a única das famílias levíticas, que não adorou falsos deuses (ver Ez 44,10). De Sadoc derivam os saduceus, do tempo de Jesus, que controlavam o Templo e eram o partido mais chegado à colaboração com os romanos. Perturbações da ordem interferiam na base do seu poder político e econômico: o Templo mesmo. No tempo de Esdras, quando o escriba veio amparar os retornados na reconstrução de Jerusalém, os levitas aparecem como uma categoria auxiliar a dos sacerdotes, e inferior a eles (ver Esd 2,40-42).

Os sábios judeus de Alexandria, no entanto, quando traduziram este livro (Bíblia grega “dos 70”) deram-lhe o nome de “Levítico” por causa de sua forte relação com a legislação sobre o sagrado, o santo e o culto divino e não porque fosse um livro sobre a velha tribo de Levi, o filho de Jacó e Lia.

O livro do Levítico pode ser dividido em partes: Lv 1-7, as leis que orientam os sacrifícios; Lv 8-10: os sacerdócio de Aaarão e seus descendentes; Lv 11-15: as leis da pureza; Lv 16: o dia da expiação, com a famosa figura do “bode expiatório”; Lv 17-26, o chamado “código da santidade”; Lv 27, um tratado sobre oferendas e dízimos.