“O tribunal de Manuel” Suassuna teólogo no Auto da Compadecida; “A Santíssima Virgem Maria”: dois teólogos, um católico e outro anglicano escrevem…
março 6, 2015
“O Deus dos Semitas”; “Ética na sala de aula”; “A Mensagem de Charles de Foucault para a vida dos leigos”; “Por que fazemos coisas estúpidas ou irracionais?”; “Valores da educação dominicana”
março 9, 2015

Mais dois volumes das Obras Completas de Vieira!

Padre António Vieira, “Obra Completa – Tomo I – Volume III – Cartas de Roma” (Direção: José Eduardo Franco & Pedro Calafate; Coordenação: Ana Leal Faria), Loyola / SP 2015, 24×15, 554 pp.

Na Introdução somos informados: “As cartas que este volume apresenta, todas elas escritas quando o Padre António Vieira se encontrava em Roma, enquadram-se na complexa conjuntura dos primeiros anos da regência de Dom Pedro, época de grave crise económica e de intensos conflitos sociais e políticos”. Portanto o historiador, o estudioso de literatura luso-brasileira e o interessado em história da diplomacia tirarão grande proveito desta publicação.

Liv_VIEIRA_CCRoma

Padre António Vieira, “Obra Completa – Tomo I – Volume IV – Cartas de Lisboa – Cartas da Baía” (Direção: José Eduardo Franco & Pedro Calafate; Coordenação: Mary del Priore & Paulo de Assunção), Loyola / SP 2015, 24×15, 528 pp.

Liv_VIEIRA_CCLisb&Baía

As Cartas de Lisboa cobrem o período de agosto de 1675 a abril de 1681. Ele voltara a Lisboa, com imunidade diante da Inquisição Portuguesa. Seu prestígio já não é o mesmo na corte, sua idade avançada e abalada pelo tempo de prisão antes da estadia em Roma. Mas em 1680, é chamada a integrar a Junta dos Conselheiros do Estado. No ano anterior, tinha logrado a publicação do 1º volume dos Sermões. Em 1681, bastante cansado, obteve licença para retornar ao Brasil, onde ficou recolhido na Quinta do Tanque, nos arredores da Salvador de então. Deste período, temos correspondência em que Padre Vieira se empenhou para obter justiça para seu irmão, perseguido pelo arbitrário governador Antônio de Souza Menezes. Novamente, estas cartas são úteis para compreender os meandros da administração e governo coloniais. Para a Ordem dos Jesuítas ela se destaca pois, primeiro, em 1688, contando com 80 anos de idade, Vieira foi nomeado pelo Superior Geral dos Jesuítas, como Visitador da Província do Brasil, cargo que exerceu com zelo por três anos. Em seguida, foi privado de voz ativa e apassiva pelo Provincial do Brasil e teve de apelar para o Superior Geral em Roma. Trabalhador incessante, obteve licença régia para seu “Clavis Prophetarum”. E, em 1692, publicou o 7º volume dos Sermões. . E uma de suas últimas cartas, a Dona Catarina, Rainha da Inglaterra, mostra que acompanhava com lucidez as tramas da política e diplomacia dos impérios. Obra imprescindível para todos os que queiram compreender não só a Companhia de Jesus no período, mas também as reviravoltas da história de Portugal, Brasil e até mesmo no que toca a relações europeias no período.