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Milagre dos Pais de Santa Teresinha aprovado!

Zélie e Louis Martin

No dia 18 de março de 2015, o Papa Francisco recebeu o Cardeal Ângelo Amato, que preside a Congregação para as Causas dos Santos. Então, autorizou o decreto acolhendo a autenticidade do fato inexplicável pela ciência da cura de uma criança.

A criança, uma menina, Carmen, espanhola de Valência, Espanha, hoje tem 7 anos de idade. Nasceu com graves problemas, incuráveis: dupla septicemia (infecções generalizadas) e hemorragia cerebral intraventricular esquerda, grau 4. A menina tinha nascido prematura, depois de uma gravidez problemática.

Os Pais foram pedir oração às Carmelitas descalças. Naquela semana, tinham sido beatificados os Pais de Santa Teresinha, Louis (1823-1894) e Zélie Martin (1831-1877). As religiosas propuseram que se recorresse à intercessão deles. Irmãs, amigos, familiares e os Pais se uniram na novena. Seguiu-se uma rápida recuperação da menina Carmen, até a cura completa, sem sequelas.

No processo de canonização, depuseram 18 pessoas: os pais e avó, a professora, um padre, quatro carmelitas e oito médicos. Agora se espera a cerimônia da canonização dos Pais de Santa Teresinha, provavelmente durante a 2ª sessão do Sínodo Extraordinário da Família, no próximo outubro.

(ver ABC@ABC_CVALENCIANA/VALENCIA)

Recordando, o santo casal teve 9 filhos, perderam 4 e ficaram com 5 meninas sobreviventes. Luís era relojoeiro e Zélie tinha um ateliê de rendas de Alençon, onde viviam. Teresinha nasceu em 1973, e foi a caçula. Zélie morreu, vítima de câncer no seio, deixando-a órfã com suas irmãs, tendo apenas 4 anos. O Pai mudou-se para Lisieux, onde seus parentes próximos, os Guérin, o ajudaram a criar as filhas. Três delas se fizeram carmelitas, além de Teresinha (Marie, Pauline e Celine) e outra, visitandina (Léoncie). Luís Martin perdeu a memória, e passou algum tempo internado, até sua morte.

Nestes tempos, em que compromissos são descartados e a moral do “bom mocismo” prega que cada qual deve fazer como achar melhor, sem aceitar valores morais obrigatórios, numa sociedade que se vai chamando de “líquida”, a Igreja agradece o dom que o Senhor lhe faz e à humanidade com o reconhecimento da santidade de Louis e Zélie Martin.