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“Mistério da Fé” – rezemos como o Papa Bento!

O Mistério da Fé que contemplamos
O Mistério que dá sentido à história humana
O que dá sentido completo à história do mundo e do ser humano começa a brilhar na gruta de Belém: o Mistério que contemplamos no Natal, a Salvação que se realiza em Jesus Cristo.
– Jesus, Menino Deus, abra nossos olhos do coração para que te reconheçamos, deitado nas palhas, como “nosso grande Deus e Salvador” (Tt 2,13).
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Em Jesus de Nazaré, Deus manifesta o Seu Rosto e pede nossa decisão de reconhecê-l’O e de segui-l’O.
– Jesus, quem Te vê, vê o Pai (ver Jo 12,45 e 14,9)! Brilha e rompe nossa cegueira! Pilatos e Herodes e os grandes de Jerusalém te viram e não Te reconheceram! Dá-nos corações semelhantes ao Teu, manso e humilde (ver Mt 11,29)), para que tenhamos a alegria de Te reconhecer e receber no amor-amor! Faze-nos atentos ao sopro do Espírito em nós, Ele que é “o doce hóspede da alma” (do canto “Vinde, Santo Espírito – festa de Pentecostes).
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A Revelação de Deus na história – entrando em diálogo de amor conosco, dá um novo sentido a nosso caminhar. A história não é uma simples sucessão de séculos, anos, dias, mas é o tempo de uma Presença, que lhe dá um completo significado, e que a abre a uma firme esperança.
– Jesus, Rei da Glória, nossa história, a história de nosso país, pode parecer um emaranhado de fatos, sem rumo e sem sentido. Temos a tentação de atribuir Tua Criação, a criação mesmo do ser humano, a um misteriosíssimo “acaso”. É a tentação do ateísmo. Livra-nos do pecado da descrença e da desesperança! Amém!
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Onde podemos ler as etapas dessa Revelação de Deus?
A Sagrada Escritura é o lugar privilegiado para descobrir os eventos, os acontecimentos, desse caminhar. Desejo – uma vez mais – convidar todos para tomar nas mãos, mais frequentemente, a Bíblia, a fim de a ler e meditar, prestando a maior atenção às leituras da Missa dominical. Tudo isso constitui precioso alimento para nossa fé.
– Jesus, todas as Escrituras falam de Ti (ver Lc 24,27). Todas elas são inspiradas (ver 2Tm 3,16). Dá-nos amar suas páginas e abri-las com humilde desejo de sermos levados a mais Te conhecer, amar e servir!
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Lendo o Antigo Testamento, podemos ver como as intervenções de Deus na história do povo, que escolheu para Si e com o qual fez Aliança, não são fatos que passam e caem no esquecimento, mas se tornam “memória”. Eles assim constituem “história da salvação”, conservada viva na consciência do povo de Israel, mediante a celebração dos acontecimentos da salvação. Deste modo, no Livro do êxodo, o Senhor indica a Moisés a celebração do grande momento da libertação da escravidão do Egito, a Páscoa hebraica, com estas palavras: “Este dia será para vós um memorial. Vós o celebrareis como festa do Senhor, de geração em geração, e o celebrareis como um rito perpétuo” (Ex 12,14).
– Maravilha! Muitos do Teu Povo têm dado as costas a Ti, traído, abandonado, preferindo os ídolos! Os fatos se tornam caóticos, os grandes fazem guerras e revoluções, perseguem os Teus fiéis, mas Tua Bênção nos conforta de geração em geração! Até hoje judeus, católicos e outros cristãos celebram a Páscoa, ou ainda a Páscoa do Êxodo, ou também a Tua Páscoa, a Páscoa da nova e eterna Aliança (ver Mc 14,24; Hb 13,20)! O que é Teu dura, o que é apenas invenção e escolha nossa, vai desaparecendo e ficando no esquecimento. Que bom recordar o conselho de Gamaliel: “Se este plano e esta obra vêm de Deus, nunca podereis destruí-los” (ver At 5,33-41). Tu, Ó Verdade, bem disseste: “Passarão céus e terras, mas minha palavra não passará (Mt 24,35)! Bendito sejas, ó Rei da Glória! Que celebremos, de geração em geração, fielmente, o memorial de nossa Salvação, a Divina Eucaristia (ver Lc 22,19).