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No tempo de Débora, a Juíza de Israel, outra heroína: Jael

Juízes: outra mulher heroica, Jael.

No relato bíblico os reis cananeus são os mais fortes, dispondo de carros de guerra, conduzidos por hábeis cocheiros, puxados por dois cavalos, e conduzindo um ou dois guerreiros. Eram a novidade tecnológica militar da época, e infundiam grande terror nas planícies aos soldados de infantaria. Outra vantagem em termos de armamento era de que suas tropas já usavam armamento fabricado de ferro, superior ao bronze tradicional (ver Jz 4,13). O Autor do Livro dos Juízes não se detém nestes pormenores para dar dramaticidade ao enredo, mas para reafirmar sua tese: quem vence as batalhas de Israel é o Senhor.

Por isso mesmo, a leitura do Livro dos Juízes pode ajudar muito em anos opressivos (Sl 123/124,8), onde o inimigo se mostra bem aparelhado, numeroso e se crê invencível. Na verdade, “nosso auxílio está no Nome do Senhor, que fez o céu e a terra”, como canta o Salmista.

Barac derrotou Sísara, junto ao riacho de Cison, aos pés do monte Tabor. Provavelmente, Sísara era o rei tirano, e não Jabin, vencido por Josué. E ele, que dispunha de carros de ferro, tem de fugir a pé! Exausto e sedento, aceita a hospitalidade na tenda de Jael, mulher de Heber, o Quenita, descendente do sogro de Moisés (ver Jz 4,11). Mas a mulher espera que ele caia em sono profundo e o mata, usando uma estaca de tenda e um malho (ver Jz 4,17-23).

Assim duas mulheres são as aliadas do Senhor para mais esta libertação de Israel. O texto, embora confundindo nomes de reis há muito desaparecidos, como Jabin e Sísara, relembra não os feitos nacionais, mas as obras do Senhor Deus de Israel em favor do seu povo, que, no entanto, não primava pela fidelidade e se deixava seduzir pelos costumes e brilharecos das cortes cananéias.