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No tempo do rei Josias (622 a.C.)

No tempo do rei Josias, um homem religioso, que interrompeu uma série de monarcas infiéis ao Senhor, os levitas e sacerdotes foram comunicar-lhe uma descoberta sensacional (ver 2Rs 22): o “Livro da Lei” (2Rs 22,8.11)) ou “Livro da Aliança” (2Rs 23,2.21). Seja como for, os estudiosos têm razões para crer que este documento seria mais breve do que o nosso livro do Deuteronômio (“da Segunda Lei”, pois retoma os ensinamentos de Moisés, logo antes da entrada dos hebreus na Terra Prometida).

O Deuteronômio retoma as melhores tradições éticas, nascidas da Revelação do Sinai, mediante Moisés. Para facilitar sua prática, bastante esquecida e abandonada no tempo dos reis infiéis, adoradores de ídolos (ver 2Rs 21), os redatores deste último livro do Pentateuco, da “Torá”, tornaram obrigatório o culto centralizado no Templo de Jerusalém e a destruição de todos os outros altares e santuários. Na verdade, os restos da população israelita do antigo Reino do Norte, destruído pelos assírios, conservaram e conservam até hoje, o culto em Siquém (Samaria), no Monte Garizim: são os samaritanos, tão queridos de Cristo e tão desprezados pelas elites judaicas.

Há quem considere que “o espírito” do Livro do Deuteronômio pode ser resumido com este versículo (Dt 29,28):

“As coisas ocultas pertencem ao Senhor nosso Deus. O que foi revelado pertence a nós e nossos filhos para sempre, para que sejam cumpridos todos os preceitos da Lei (“Torá” = “ensinamento”)”.

Impressiona como o povo judeu continua levando no coração, na mente, na prática da vida esta Lei. E ela nos transmite uma ética inspiradora, sempre atual! De fato, os cristãos continuam tendo este livro como parte integrante da Revelação, continuam lendo, venerando e aprendendo com suas lições de vida. Suas palavras são parte da Revelação, completa na Pessoa divina feita carne: Jesus!