A Comunhão dos Santos, a Remissão dos Pecados, a Ressurreição da Carne, a Vida Eterna. Reencarnação?
abril 18, 2013
Coisas da Bíblia – “Levítico”
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EXPO-LIVROS – Novidades Loyola 18.04.44

Christfried Böttrich, Beate Ego & Friedmann Eissler, “Abraão: no judaísmo, no cristianismo e no islamismo”, Loyola / SP, 2013, 21×14, 164 pp.

Os Autores são: C. Böttrich, docente na Universidade de Greifwald (Alemanha); Beate Ego, docente da Universidade Ruhr-Bochum (Alemanha); F. Eissler, doutor em Filosofia, é consultor científico de instituição prestigiosa da Igreja Luterana Alemã. O relacionamento e reconhecimento mútuo entre judeus e cristãos tem muito crescido nos últimos decênios. Em contraste, o relacionamento deles com o Islã continua incipiente. Nada como retomar o tesouro comum das grandes narrativas bíblicas para diminuir a estranheza e abrir caminho a mais fraternidade. Beate Ego, exegeta e especialista no AT, abre o livro com “Abraão no judaísmo”. Böttich estuda “Abraão no cristianismo”. Por fim, Eissler aborda “Abraão no Islamismo”. Bibliografia breve, mas útil, de obras em alemão. Livro que servirá para o público interessado no diálogo inter-religioso e em ciências da religião. Mas é de leitura bem acessível e poderá enriquecer um público amplo.

Giovanni Ancona, “Escatologia Cristã”, Loyola / SP, 2013, 23×16365 pp.

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O Autor leciona na Lateranense (Roma) e na Faculdade Teológica da Itália Meridional (Puglia). Seu centro é Cristo Ressuscitado. Assim a rica tradição escatológica, desde o mundo bíblico, é vista não como uma história do futuro, mas como uma narrativa do futuro que já acontece na nossa história. São sugeridos temas de estudo, ao longo da exposição, e também pistas de aprofundamento. Os doze capítulos se organizam em três grandes partes: “A escatologia do mundo bíblico nas tradições canônica e extracanônica”; “A escatologia cristã no seu desenvolvimento histórico-teológico pós-bíblico”; “A escatologia cristã: proposta sistemática”. Obra recomendada para estudos superiores de religião e para atualização teológica.

Bruno Maggioni, “Nas raízes do seguimento”, Loyola / SP, 2013, 17×12, 117 p

O Autor, muito conhecido na Itália, pois, atualmente, é o diretor da “Rivista del Clero Italiano”, leciona na Faculdade Teológica da Itália Setentrional. Reconhecendo o problema de identidade de numerosos cristãos e a crise da vida religiosa consagrada – “durante séculos, fortaleza da Igreja” – ele propõe o retorno às raízes do seguimento. Assim esta pequena obra não só pode ajudar religiosos e candidatos, mas também o grande público cristão.

Joseph Moingt, “Deus que vem ao homem – da aparição ao nascimento de Deus – volume II – Nascimento”, Loyola / SP, 2013, Coleção “Theologica”, 23×16, 607 pp.

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O Autor é um dos mais renomados teólogos franceses contemporâneos. A Loyola prossegue a edição e sua vasta obra, sem se limitar a uma exposição lúcida do pensamento católico sobre a revelação de Deus à modernidade, mas consciente do trabalho de reestruturação da Igreja, da unidade na diversidade, do abandono de nossas assembleias, do esgotamento do clero em muitas áreas, da promoção do laicato, da autoridade e partilha de responsabilidades, da união das Igrejas e relações com outras religiões, sem esquecer o pluralismo religioso. Sua categoria base é a encarnação, e ele vê o sentido do ser5 católico como quem se faz próximo, tal qual Deus Altíssimo que vem ao ser humano. Este volume contém o capítulo 4: “Nascimento de Deus”. É dividido em 6 partes: A suspensão do tempo. O espírito e o corpo; O Templo novo. A Igreja, morada da Trindade; O véu rasgado. O povo de Deus em êxodo; O vazio e o informe. A Igreja no mundo contemporâneo; A voz que grita no deserto. Uma nova missão; O tempo do fim. “Então Deus será tudo em todos”. Obra para um público específico, interessado em Teologia de nível.

Paulo Ariés, “A simplicidade voluntária contra o mito da abundância”, Loyola / SP, 2013, 23×16, 191 pp.

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O Autor é “militante ecologista”, redator do jornal “Décroissance”. Sua tese central é que esquerda e direita defendem sociedades de abundância, e que o capitalismo se disfarça agora em “desenvolvimento sustentável”. Ele se coloca em linha com os socialistas utópicos e libertários, como Adorno, Lefebvre, Gramsci e Debord. Afirma: “Seguiremos por alguns caminhos fecundos, que poderiam nos levar a esta simplicidade voluntária em face da ilusão mortal da sociedade de abundância” (p. 9). Ecologistas, estudiosos de ciências políticas, sociologia e ciências da religião encontrarão especial interesse nesta tese, apresentada com humor francês, às vezes um tanto mordente, “comme il faut”.

Cláudio Pastro, “Imagens do Invisível na arte sacra de Cláudio Pastro”, Loyola / SP, 2013, 26×22, 510 pp.

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O Autor é renomado artista sacro. Entre suas obras muito conhecidas está a decoração interna da Basílica Nacional de Aparecida e a Igreja do Pátio do Colégio em São Paulo / SP. Pastro se define como artista sacro e não religiosos: “A arte sacra está a serviço do Sagrado, do Mistério, e, assim, o artista não passa de um ministro (servidor) no Corpo da Igreja. O artista sacro é um homem do espírito. Um traço, uma cor, um som… revelam o espírito encarnado (…) Não estou preocupado com estilos, técnicas e modas… mas sim em anunciar Jesus Cristo em Seu Mistério Pascal celebrado na matéria, no espaço, no tempo e no silêncio, na pessoa e na comunidade”. Em papel “couché”, com pouquíssimas e escolhidas palavras, as imagens “têm a palavra” neste magnificente “livro de arte”. Sua importância decorre não apenas da redescoberta do cristianismo como inspirador da arte, mas como um documento social e histórico do Brasil nesta época de mudança de milênio.

Benes Alencar Sales, “Descartes – das paixões à moral”, Loyola / SP 7 Universidade Católica de Pernambuco, 2013, 23×16, 196 pp.

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O Autor é docente da Federal de Pernambuco, e já lecionou por três décadas na UNICAP (Universidade Católica de Pernambuco), coeditora desta obra. Ele explora um ângulo pouco conhecido da filosofia cartesiana: o pensamento de Descartes sobre a moral. Na verdade, o grande francês só lhe dedicou sua última obra: “As paixões da alma”. Também abordou temas éticos em cartas a alguns dos seus discípulos mais próximos. Em outras de suas obras há referências a temas éticos. Assim é de grande ajuda a estudantes e professores de filosofia e de história da cultura este ensaio de sistematização do conjunto do pensamento cartesiano sobre a moral, em última análise, sobre a essência da nossa humanidade.

Michel Reder, “Globalização e Filosofia”, Loyola / SP, 2013, 21×14, 159 pp.

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O Autor leciona no Instituto Social da Faculdade Jesuíta de Filosofia de Munique. Ele mesmo coloca esta obra no campo da “filosofia prática”, que não pode ser desligada da “filosofia teórica” (p. 11). Quer refletir, sem deificar nem satanizar, o fenômeno da globalização, sem reduzi-lo ao momento atual, nem à sua vertente econômica (ver pp. 8 e 9). Depois da Introdução, onde estabelece o estado da questão e a metodologia, no capítulo 2, o Autor descreve a globalização. A seguir (c. 3) discute sua ética. No capítulo 4, trata dos modelos geopolíticos. No capítulo 5, somos postos em contato com os pensadores contemporâneos mais relevantes que têm tratado deste tema: Rawls, Habermas, Rorty, Walzer e Derrida. O capítulo 6 é, digamos, multifacetário: “Facetas de uma filosofia da globalização”; por exemplo: “11 de setembro: guerra justa e a questão da paz” “Filosofia e economia: ideias de reforma para a Organização Mundial do Comércio”; “Mudança climática e vulnerabilidade”; “Religiões como atores globais”… O capítulo 7 é prospectivo: “Cosmopolitismo – para onde?”. Completam o volume indicações bibliográficas e o índice onomástico. Esta obra não poderá ser ignorada também pelos que se interessam pelos rumos das sociedades e da política contemporânea.