Novidades Loyola – 03.07.13
julho 25, 2013
Palavras do Papa para meditar
julho 25, 2013

Novidades Loyola – 25.07.13

Novidades Loyola – 25.07.13

 Luís González-Quevedo, SJ, “O novo rosto da Igreja – Papa Francisco”, Loyola / SP 2013, 21×14, 94 pp.

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O Autor é padre jesuíta, atualmente trabalhando no campo da espiritualidade em Goiânia / GO, tendo editado vários livros pela Loyola, onde é responsável pela Coleção “Leituras & Releituras”. Tendo conhecido de perto o Padre Jorge Mário Bergoglio, desde os tempos em que os dois eram Mestres de Noviços da Companhia de Jesus, um na Argentina e outro no Brasil, ele é uma testemunha autorizada para nos apresentar o Papa Francisco. Para ser diferenciado do seu primo irmão, o parapsicólogo, muitos o chamam de Pe. Quevedinho. A obra nãos e concentra nas reminiscências e apreciações pessoais do Autor, mas analisa o impacto na Igreja da inesperada renúncia do Papa Bento XVI, e a eleição de alguém do mundo emergente, desta sofrida e lutadora América Latina. Obra para o grande público, que interessará todos os que querem ter uma visão mais real do novo Papa.
Papa Francisco, “Carta Encíclica ‘Lumen Fidei’ – sobre a Fé”, Loyola / SP & Paulus / SP, 2013, 21×14. 61 pp.

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Com bela apresentação gráfica, a nova e surpreendente encíclica, cuja redação foi iniciada por Bento XVI, e agora é completada e assumida pelo Papa Francisco, nos permite uma leitura fácil e convida a uma assimilação mais profunda deste ciclo de cartas pontifícias sobre as três virtudes teologais, – fé, esperança e caridade – iniciado com a encíclica “Deus Caritas est”, continuada com “Spei salvi” e agora concluída com “Lumen Fidei”.

 

Marcelo Perine, “Filosofia e Violência – sentido e intenção da filosofia de Éric Weil”, Loyola / SP, 2013, Coleção “Filosofia”, 21×14, 328 pp.

 

Tecnicamente seria a 2ª edição, mas, de fato, a revisão do Autor foi completa, inclusive de estilo, de tal modo que quase podemos recebê-la como lançamento. O Autor, atualmente, é professor associado da PUC-SP pesquisador bolsista do CNPq, tendo outros livros publicados na mesma Loyola. Os tempos, entre violentos e turbulentos, também no Brasil, dão nova atualidade à reflexão de Éric Weil sobre a polaridade de filosofia e violência. Perine nos conduz pelo pensamento de Éric Weil em 4 capítulos: “Filosofia e realidade – O discurso e o seu outro”, onde acompanha Éric de Hamburgo a Paris, de Paris a Lille e de Lille a Nice (“Do interesse pela história”; “Filosofia e realidade”; “O fim da História”); “Problemas kantianos – A suspensão do discurso”; “Lógica da filosofia – A consumação do discurso e a violência”; “Filosofia Moral – a permanência do discurso e a violência”. A obra merece atenção não só dos interessados em filosofia e história das ideias, mas também dos que se debruçam sobre nossa problemática contemporânea.
Marco Aurélio Werle, “A aparência sensível da ideia – estudos sobre a estética de Hegel e a época de Goethe”, Loyola / SP 2013, Coleção “Filosofia”, 21×14, 207 pp.

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O Autor é Professor Doutor Livre Docente da USP. Sua pesquisa tem se inclinado sobre a obra dos grandes pensadores alemães, em particular Hegel e Heidegger, mas com um interesse especial no período da “estética de Goethe” (1750-1830). Podemos considerá-lo um especialista brasileiro nos pensadores e estetas alemães, a partir do século XIII. Sendo Goethe um dos marcos decisivos da cultura alemã, é mais do que natural estudar as características da estética de Hegel e suas relações com a obra dele (capítulos 1 e 2). No capítulo 3, Werle discute o teatro e o drama, tendo um parágrafo particularmente interessante: “A filosofia do trágico”. Temos de pensar que o trágico, as ruínas, as paisagens desoladas, as flores do mal casavam bem com o romantismo, que perdurou um largo período nas mentes e sensibilidades da Europa Ocidental, também na Alemanha. O último capítulo estuda os caminhos da arte moderna e contemporânea, discutindo: “Literatura e individualidade” e “Fim da arte ou perda da aura?”. Estudiosos de filosofia, historia do pensamento e da cultura encontrarão matéria para reflexão e para melhor compreender os nossos “tempos modernos”, que já não são os de Chaplin.

 

Benedito Nunes, “O tempo na narrativa”, Loyola / SP 2013, Série “Benedito Nunes”, 23×16, 81 pp.

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A publicação desta série das obras do saudoso filósofo paraense colabora muito para a história da cultura e para o pensar contemporâneo entre nós. Este volume trás o ensaio de Benedito Nunes sobre o tempo da narrativa, linear, e o tempo histórico, pluridimensional. Preparando o corpo principal da reflexão, o Autor discute “o que nem sempre é óbvio”, evocando Thomas Mann, Aristóteles, Jorge Guillen, G. E. Lessing e outros. Depois, discute o tempo real e o tempo imaginário. Neste sentido esboça o caminho de uma cosmologia muito rica. Para tronar compreensível ao leitor o seu objetivo: “Os tempos da narrativa” (capítulo III) e o que daí decorre. Não só filósofos, mas dramaturgos e historiadores encontrarão matéria de pensar neste trabalho.