Oração a Mãe Previdente (Liturgia Copta egípcia)
outubro 10, 2013
Novidades Loyola (15.10.13): História da Teologia Moral Católica, História da Filosofia no Brasil, etc.
outubro 15, 2013

Novidades Loyola: Autismo, Nietzche, Jesus Histórico, Pastoral da Saúde

Pe. Júlio Serafim Munaro, “Reflexões para a pastoral da Saúde – Textos organizados por Pe. Anísio Baldessin”, Loyola / SP 2013, 17 x 12, 75 pp.

O Organizador, conhecido capelão do Hospital das Clínicas em São Paulo, capital, teve a feliz iniciativa de reunir artigos, breves e precisos, do Pe. Munaro, professor de História da Igreja e, durante 30 anos, coordenador da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo. São 23 pequenos capítulos, dedicados a temas do quotidiano de quem cuida de enfermos e está envolvido na pastoral da saúde, incluindo o nunca bastante respondido “Como entender o sofrimento”.

Giuseppe Segalla, “A pesquisa do Jesus histórico”, Loyola / SP 2013, 21×14, 196 pp.

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O Autor, um dos intelectuais mais prestigiosos dedicados à pesquisa do Jesus histórico, apresenta uma síntese de seus estudos, mas síntese aberta ao presente (o que surge na INTERNET sobre a questão!) mas indicando as pistas da “terceira pesquisa”, surgida nestes primeiros anos do século atual. Na Introdução, responde às perguntas: “por que é necessária a crítica histórica para reconstruir o Jesus histórico?”; e: “A pesquisa sobre Jesus é necessária para a cristologia?”. Também focaliza, nesta abertura metodológica a distinção entre “realidade histórica, história, historiografia e historicidade” (frequentemente negligenciada por muitos autores, mesmo sérios acadêmicos) e: “As categorias utilizadas na pesquisa do Jesus histórico”. Na primeira parte ou capítulo, “Quadro fenomenológico e ponto de partida”, o Autor procura nos fornecer uma ideia clara do que está acontecendo na pesquisa contemporânea sobre nosso tema, e fornece ao leitor “o ponto de partida e a sua justificação crítica”. O segundo capítulo recorda e critica “o paradigma iluminista da primeira pesquisa (1778-1906)”, com seu prolongamento: “Neoliberalismo social: Jesus em seu ambiente”. A transição é apresentada em dez páginas intermediárias: “Entre o paradigma iluminista e o início do querigmático (1900-1950)”; o que nos leva ao capítulo 4: “O paradigma querigmático da nova pesquisa” “”A fuga da história de Jesus; “O retorno à história”; “O Jesus histórico e o Cristo do kérigma”). O capítulo 5 é particularmente interessante: “O paradigma judaico pós-moderno (1985-). O 6º e último capítulo nos introduz em: “A segunda vertente da terceira pesquisa: o Jesus lembrado e o Jesus testemunhado”, com um “Epílogo” desafiador: “A historicidade do Quarto Evangelho e a necessidade de integrá-lo na pesquisa do Jesus histórico”. A extensa bibliografia, as notas de rodapé e o índice onomástico atestam que este não é um livro apenas de boa divulgação, mas o fato do seu Autor ter uma longa história em salas de aula e na orientação de teses faz com que nunca ele escorregue para certo hermetismo, muito característico – infelizmente – de autores científicos, que não falam para o grande público, mas apenas para colegas. Assim este livro será útil para acadêmicos, estudantes e também para todo aquele que se interessar na historicidade dos Evangelhos, no Jesus histórico.

Carolina Lampreia, “Autismo: manual ESAT e vídeo para o rastreamento precoce”, PUC-RIO & Loyola / SP 2013, 23×16, 40 pp.

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A Autora coordena o Grupo de Pesquisa “Autismo, Comunicação e Intervenção no Departamento de Psicologia da PUC-RIO. Este trabalho tem por objetivo informar ao grande público como identificar se a criança é portadora de autismo, para que se possa começar precocemente o trabalho de ajudá-la a superar, na medida do possível, seu problema: “Para que esta identificação precoce possa ocorrer (nos dois primeiros anos de vida) é fundamental que profissionais que trabalham com crianças desta faixa etária nas áreas de educação e saúde sejam sensibilizados e familiarizados com sinais precoces de desvio de desenvolvimento” (p. 7). Esta obra merece grande divulgação, porque até médicos pediatras têm se mostrado lentos em perceber o problema nesta idade.

Friedrich Nietzsche, “Escritos de Psicologia – Tradução, apresentação e notas de Noéli Correia Sobrinho”, PUC-RIO & Loyola / SP 2013, 21×14, 436 pp.

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O Autor tentou uma revolução da ciência e arte da psicologia para livrá-la de qualquer resquício da moral, a fim de torna-la ciência dominante, à qual todas as demais servissem, considerando-a “como morfologia e teoria genética da vontade do poder” (ver 4ª página, com texto do próprio filósofo). Apesar do grande número de páginas, temso apenas duas partes: “A ‘grande psicologia'” e “‘Fisiopsicologia’ ou ‘psicologia dos afetos'”. Na primeira parte, o capítulo 2, “Vontade de poder como princípio genealógico da psicologia”, se destaca pela influência que teve na formação do nazismo e do fascismo. A firme tradução, boas introduções e esclarecedoras notas tornam este livro merecedor das atenções dos psicólogos, filósofos, e interessados na história da cultura.