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O brilho da JMJ

1. O brilho da organização. Convenhamos que não é fácil organizar um mega evento como é a Jornada Mundial. A Arquidiocese do Rio brilhou mesmo tendo que mudar os planos e a organização inicial. Quanta preparação e quantos desgastes. Como não perceber o brilho da Via Sacra, da Vigília, dos Cantores, das Celebrações? O som era impecável. A liturgia verdadeira celebração da fé, fiel ao rito, à arte e à participação. Cheio de luz emoção e criatividade foi o encontro do Papa no Teatro Municipal. Parabéns e obrigado Dom Orani e seus assessores. Deus, através do Papa, bateu delicadamente nas portas dos nossos corações.

2. O brilho da palavra e dos gestos do Papa Francisco. Os gestos do Santo Padre comoviam e convenciam. Eram atraentes e sedutores. Nosso Papa é incansável, forte, destemido. Isso nos evangelizou. Aconteceu uma “revolução da ternura”, como gosta de dizer o Papa Francisco. Ainda mais, vimos como é a “ciência da carícia” vence a “globalização da indiferença”. Todos fomos abraçados, beijados, abençoados. O sorriso do Papa abriu mil portas. Vimos a vitória da simplicidade, o poder da simpatia e onipotência da fé. De fato, o Papa não trouxe nem ouro, nem prata. Trouxe-nos Jesus Cristo

3. O brilho da fé dos jovens e peregrinos. Nem a chuva, nem o frio, nem o cansaço roubou a alegria, a esperança, o entusiasmo dos jovens. Eles botam fé em Jesus Cristo. Nossos corações foram transpassados por sua fé. Estamos mais enamorados por Jesus, convictos da beleza da Igreja, decididos a mudar de vida. A Jornada foi um retiro, uma catequese, um Pentecostes, uma explosão de fé, um grito da Nova Evangelização. As areias de Copacabana e a imensidão do mar, a firmeza das montanhas do Rio, os braços do Cristo Redentor do Corcovado, nos falaram e nos convenceram do amor de Deus por nós. Nada de álcool, nem lixo na praia, nem brigas, nem reclamações por parte dos jovens, tudo isso fala alto, muito alto. Foi uma lição de cidadania. Tantas foram as graças, quantos são os grãos de areia de Copacabana. Agora, avançaremos para águas mais profundas lançando redes.

4. O brilho dos encontros. Aprendemos o valor da proximidade, da comunicação e do diálogo a partir dos encontros realizados pelo Papa. Mexeram conosco os encontros com os favelados (Varginha), com os jovens infratores, com os dependentes de drogas, com os cadeirantes, com as crianças, com os penitentes no confessionário, com os voluntários, com os representantes das culturas, sem esquecer os índios e os afrodescendentes. Como foram cordiais e evangelizadores os encontros do Papa com os bispos brasileiros e com o Celam. A missa com seminaristas, religiosos, padres e bispos tocou a todos. Ninguém foi excluído, agora é nossa missão, levar em frente à “cultura do encontro”.

5. O brilho do carinho e entusiasmo das multidões. As multidões evangelizaram e deixaram um recado, um apelo, um alerta: a Igreja está viva, a fé não fracassou, Jesus Cristo não passou, Ele está presente. Brilhou o evangelho. Brilhou a gloria de Deus. Brilhou a fé. Vimos o fulgor de sus luz e sentimos seu calor. Fomos arrebatados pela alegria, pela esperança e pela misericórdia divina. A mão de Deus guiou a Jornada Mundial. Cabe-nos carregar em nossas mãos a tocha da fé, para fazer discípulos missionários todos os povos da terra. Não esquecemos; “as multidões evangelizam” elas fazem a opinião publica. Se soubermos unir as manifestações populares dos jovens em nosso País e a Jornada Mundial da Juventude, podemos dizer que foi fecundado um mundo diferente, isto é, melhor. Lembramos do ano 1968, ano da “revolução juvenil”.
6. O brilho das confissões. Milhares de jovens procuraram o confessionário. A mídia não tinha como focar e divulgar as filas para a confissão. Sem duvida, a conversão, o arrependimento, e a confissão dos pecados é um ponto alto, decisivo, frutuoso e profundo das Jornadas Mundiais. A espiritualidade dos jovens peregrinos se manifesta na recepção do sacramento da reconciliação. Mais do que o Cristo do Corcovado, o Cristo do confessionário abraçou os jovens. No confessionário o brilho da luz da ressurreição transformou as trevas em luz. Cristo bota fé nos jovens.

7. O brilho das catequeses. Numerosos bispos deram catequese aos jovens nos primeiros dias da Jornada. Esta é uma chance impar para os jovens, porque é uma oportunidade de reflexão, de aprofundamento e catequese. Abre-se um espaço para um encontro mais personalizado, reflexivo e dialogal. O brilho das catequeses ilumina o coração e o caminho dos jovens. Eles se tornam luz do mundo e portadores da tocha da fé esclarecida. A Jornada não é só espetáculo, é catequese, evangelização, conversão.

8. O brilho da graça e da Providencia Divina. Nenhum acidente envolveu os peregrinos. Tudo foi vivido com alegria e gratidão. Os transtornos naturais foram compreendidos e superados. A mão de Deus tudo conduziu. Sua graça foi transbordante e inesgotável. Deus abençoe todos os lares que hospedaram peregrinos. A hospitalidade dos cariocas brilhou.

9. O brilho dos voluntários. Quanta dedicação, voluntariado e altruísmo foi nos dado ver através dos voluntários. Quanta generosidade, disposição e alegria. Os voluntários foram os bons anjos do evento. A fé manifestou-se em gestos de amor gratuito e generoso.

10. O brilho da guarda do Papa. Eram pessoas firmes e educadas, seguros e carinhosos, nos ensinaram espírito de geometria e de fineza. Foram elogiados pelo próprio Papa. Não esqueçamos o brilho que ficou escondido como o das cozinheiras, serventes e religiosas que serviram o Papa. Quantas pessoas colaboraram com o fulgor, o esplendor, e o sucesso da festa, mas, não apareceram. A elas gratidão, benção e parabéns.

 Dom Orlando Brandes,

Arcebispo de Londrina / PR