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O canto de vitória de Débora: um dos mais antigos textos bíblicos

O Cântico de Débora e de Barac (Jz 5)

 

Segundo o Livro dos Juízes (4,6) o “exército” dos filhos de Israel era apenas um punhado (10 mil pode ser lido como dez comandos) de camponeses das tribos de Zabulon e Neftali, nas áreas que, hoje, são a fronteira norte de Israel com o Líbano. Mas a vitória do reizinho cananeu foi, para eles, uma enorme vitória. Lendo o relato, temos de desconfiar de nossa imaginação, que, educada num tempo de cidades com milhões de habitantes e exércitos imensos! A vitória de Débora e Barac tem uma ressonância grandiosa para nós, herdeiros e membro do Israel de Deus. Foi um passo firme na caminhada até Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Por isso dá para ler com emoção o cântico de Débora e Barac (Jz 5), talvez um dos mais antigos textos da nossa Bíblia. Chamamos “cântico de Débora e Barac” por causa do versículo 1 do capítulo 5: “Eis que cantaram Débora e Barac, filho de Abinoem, naquele dia”. Mas lendo o texto, fica bem claro que o poeta se distingue dos seus dois heróis! Alguém canta com feroz entusiasmo a vitória junto ao monte Tabor: “Cabelos desgrenhados em Israel! Livre alistamento do povo! Bendizei a Javé!” E o cantor desconhecido convoca “os reis” para ouvi-lo. O canto toma um tom de desafio a todos os que quiserem dominar o povo e vencer Deus! De fato, Hitler e outros perseguidores dos filhos de Israel e da Igreja deveriam ter levado a sério a lição do antigo trovador: “Senhor, ao saíres de Seir, ao marchares nos campos de Edom, a terra estremeceu, os céus se conturbaram, as nuvens se desfizeram em água e as montanhas vacilaram, diante de Deus, que reside no Sinai, diante do Senhor, Deus de Israel!” Sim, os séculos tem comprovado que a Providência conduz Seu Povo Eleito!