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O Cronista resume a história em genealogias a partir de Adão

A história antiga resumida em genealogias

 

Adão abre a relação das genealogias. Curiosamente, aparecem nomes que estamos habituados a serem nomes de partidos como de pessoas: Etiópia, Egito, Sidon, Put, Canaã. Temos um panorama dos povos, das etnias do Antigo Oriente Médio. Temos um contexto do surgimento de Israel (ver 1Cr 1). Em seguida, a história de Israel dos Patriarcas, incluindo as origens do rei-herói, Davi (ver 1Cr 2). Em seguida, no começo do capítulo 3 encontramos os descendentes de Davi. Do versículo 17 ao último, temos o rei e a casa real prisioneira na Babilônia.

No final do capítulo 5, o Cronista se detém na tribo de Levi, ligada ao culto, o que lhe permite a tratar dos cantores do Templo, os sacerdotes e seus serviços, tratados como descendentes de Aarão etc.

O capítulo 7 já leva os leitores aos tempos depois do cisma das dez tribos do norte, sob a liderança de Jeroboão, quem sabe, à constituição “étnica” dos separatistas. Embora inclua os descendentes de Benjamim (vv. 6-12), o capítulo 8 retoma a tribo do rei Saul, unindo-a “aos habitantes de Jerusalém”, o núcleo que ficou conhecido como “Reino de Judá” (ver também capítulo 9).

Embora possa ser monótona para nós a leitura destas “genealogias”, temos de reconhecer que fornece uma visão resumida – muito inteligente – dos tempos antigos, colocando no centro a promessa feita a Davi, o Templo, o culto, a predominância divina não só para o Povo de Israel, mas em todos os povos então conhecidos pelo Cronista. Não é uma leitura atéia ou “laicista”, mas quem disse que esta é a leitura correta, ou a única possível? De fato, a sobrevivência fecunda de Israel desafia os esquemas desta leitura, em moda nos nossos tempos, que se ri de tudo o que for “Revelação”, “História da Salvação”. O Cronista tem, pelo menos – tanto direito a ser ouvido quanto os arautos da “irrelevância” de Deus na história.