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O encantador Livro de Rute, uma estrangeira antepassada do Messias

O encantador Livro de Rute

Rute é uma estrangeira que será mencionada como um elo autêntico da cadeia humana, da qual iria nascer o Messias (ver Mt 1,5). A narrativa, um elogio à fidelidade e aos laços familiares levados a sério, nos fala de bons anos, quando ser forasteiro não era empecilho para a admissão no seio de Israel.

O pequeno livro parece uma obra de um só autor, e se desenvolve com muita harmonia. Como o quadro histórico é descrito com muita amplidão e os nomes dos personagens se mostram muito simbólicos, hoje é tido mais como uma “novela” do que como um relato histórico.

Vejamos os nomes próprios: o marido de Noemi (“A doce”, “Dulce”) se chamava Elimelec, “O meu Deus é Rei”. Os filhos que morrem: Maclon, “O fraco” (ou “O enfermo”); Quilion, “O finado”. E Rute, “A amiga”, “O conforto”. Booz? “O que tem força”.

Mas esta “novela” tem um forte sentido espiritual, religioso, moral. Vários temas são abordados: piedade familiar, presença de estrangeiros na Terra Prometida, a problemática dos casamentos mistos. Rute é chamada, algumas vezes, de “A moabita”. Questões de propriedade familiar, herança, descendência são focalizadas. As virtudes da fidelidade e da generosidade são enfatizadas. Surpreendentemente, o final da pequena obra adquire uma perspectiva messiânica, relacionando Rute e Davi!

Discutem os peritos se o Livro de Rute é do tempo dos Reis ou da época do domínio persa. Seja como for, é claro que o Autor produziu uma obra digna da melhor literatura dos Sábios de Israel (Eclesiástico, Sabedoria, Eclesiastes, etc.). Vale a pena lê-la de um só fôlego!